Prevalência e fatores associados à síndrome de Burnout em médicos
Prevalence and factors associated with burnout syndrome in physicians
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.1990Palavras-chave:
burnout, Médicos, PrevalênciaResumo
A síndrome de burnout é uma condição psicossocial caracterizada por exaustão emocional, despersonalização e baixa realização pessoal, frequentemente observada em médicos devido à elevada carga de trabalho e responsabilidade emocional. Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar a prevalência e os fatores associados à síndrome de burnout em médicos, considerando aspectos ocupacionais, individuais e contextuais. A busca sistemática foi realizada nas bases PubMed e BVS, utilizando descritores do MeSH combinados com operadores booleanos, e foram incluídos estudos em português e inglês que apresentassem dados empíricos sobre burnout em médicos ativos ou residentes. Os resultados indicam alta prevalência da síndrome, variando entre 18% e 59,4%, sendo mais acentuada em profissionais jovens, do sexo feminino e em ambientes de alta complexidade, como unidades de terapia intensiva. Fatores de risco incluem longas jornadas de trabalho, excesso de plantões, privação de sono e falta de suporte institucional, enquanto fatores protetores englobam apoio social, estratégias de coping, satisfação profissional e práticas de autocuidado. Além de afetar a saúde mental, o burnout está relacionado à queda na satisfação profissional, maior rotatividade e risco aumentado de erros médicos, especialmente em contextos críticos como a pandemia de COVID19. Esses achados reforçam a necessidade de políticas institucionais, programas de suporte psicológico e medidas de promoção da saúde ocupacional para médicos. Compreender os determinantes do burnout é essencial para estratégias preventivas que assegurem bem-estar, resiliência e qualidade na prática médica.
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