Estratégias atuais em suplementação Pediátrica: da correção de deficiências aos bioativos funcionais
Current strategies in Pediatric supplementation: from correction of deficiencies to functional bioactives
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i2.2025.1831Palavras-chave:
Suplementos Nutricionais Orais; Micronutrientes; Crescimento Infantil; Composição Corporal; Bioativos.Resumo
Objetivo: Sintetizar evidências recentes sobre suplementação pediátrica, destacando a evolução da abordagem tradicional de correção de deficiências para estratégias voltadas à otimização da composição corporal, crescimento linear e modulação imunológica. Métodos: Realizou-se uma revisão narrativa baseada em publicações de 2020 a 2025, incluindo ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e diretrizes clínicas relevantes. A análise concentrou-se em intervenções com micronutrientes, eficácia de suplementos nutricionais orais (ONS) na composição corporal e no crescimento, e no papel emergente de compostos bioativos. Resultados: Persistem altas taxas de deficiência de ferro, vitamina D, zinco e iodo, com consequências sobre o desenvolvimento neurocognitivo e físico. Ensaios clínicos recentes demonstram que ONS completos, quando associados ao aconselhamento dietético, promovem maior recuperação linear e acreção de massa magra em comparação ao aconselhamento isolado, sem aumento desproporcional de adiposidade. Ingredientes bioativos, como lactoferrina, TGF-beta, nucleotídeos e prebióticos, apresentam potencial modulador imunológico e gastrointestinal, embora a evidência permaneça heterogênea. Observa-se uso crescente e não supervisionado de suplementos por crianças e adolescentes, motivado sobretudo por interesses estéticos e percepções de melhora da imunidade. Conclusão: A suplementação pediátrica contemporânea deve priorizar intervenções personalizadas, baseadas em evidências e centradas na qualidade do crescimento, com cautela diante do uso indiscriminado de suplementos em populações saudáveis. O uso de ONS e bioativos desponta como ferramenta promissora em grupos de risco, mas requer prescrição criteriosa e acompanhamento profissional.
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