O papel das estratégias de saúde e educação nutricional na prevenção da obesidade infantil no Brasil: Uma Revisão integrativa
The role of health and nutritional education strategies in preventing childhood obesity in Brazil: An integrative review
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.1962Palavras-chave:
alimentos ultraprocessados; educação alimentar e nutricional; estratégias de saúde; obesidade infantil; prevenção.Resumo
Introdução: A obesidade infantil configura-se como um dos principais desafios de saúde pública, influenciada pelo aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e por mudanças nos hábitos de vida das crianças brasileiras. Evidências recentes apontam que ações de educação alimentar e nutricional (EAN), associadas ao envolvimento da família, da escola e dos serviços de saúde, podem contribuir para a prevenção do excesso de peso na infância. Objetivo: Analisar como as estratégias de saúde e educação nutricional podem atuar na prevenção da obesidade infantil em crianças de 2 a 10 anos incompletos no Brasil. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, de caráter qualitativo e descritivo, realizada entre 2021 e 2025 nas bases SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando descritores em português e inglês como “obesidade infantil”, “educação nutricional”, “estratégias de saúde” e “alimentos ultraprocessados”. Foram incluídos artigos primários, disponíveis na íntegra, que investigavam intervenções ou percepções sobre práticas preventivas na fase pré-escolar e escolar. Resultados e discussão: Os estudos incluídos nesta revisão evidenciaram que estratégias intersetoriais envolvendo escola, família e Atenção Primária à Saúde (APS) são fundamentais para promover hábitos saudáveis e reduzir a prevalência da obesidade infantil. As intervenções educativas baseadas no Guia Alimentar mostraram impacto positivo nos hábitos alimentares, enquanto estudos qualitativos destacaram a importância do ambiente familiar e das rotinas domésticas. Programas escolares que integram educação nutricional, prática esportiva e valores socioculturais apresentaram maior efetividade. Na Atenção Primária, observou-se reconhecimento da importância da prevenção, porém com limitações estruturais e de apoio institucional. Conclusão: A prevenção da obesidade infantil requer ações contínuas, culturais e socialmente contextualizadas, que articulem escola, família e serviços de saúde. Programas educativos estruturados, aliados ao fortalecimento da Atenção Primária e ao envolvimento familiar, têm maior potencial para consolidar hábitos saudáveis e reduzir o risco de excesso de peso na infância. Ressalta-se a necessidade de estudos de longo prazo e de intervenções integradas que considerem fatores emocionais, culturais e ambientais da alimentação infantil.
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