Seletividade de herbicidas ao híbrido de mamona KS2019
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2514Palavras-chave:
Controle químico; Plantas daninhas; Produtividade de grãos; Ricinus communis L.Resumo
A produtividade de mamona obtida na safra de 2021/2022 atingiu 894 kg.ha-1, valor que já havia sido considerado como o dobro da safra anterior. Atualmente, na safra de 2025/2026, espera-se colher 2028 kg.ha-1 de grãos. Este aumento recorde na produção da oleaginosa, em pouco tempo, ocorreu em função dos avanços tecnológicos e do conhecimento agronômico aplicado à condução da mamoneira em diferentes condições edafoclimáticas. Entretanto, para que os patamares de produtividades sejam continuamente superados, safra após safra, a realização de pesquisas para o aprimoramento da condução fitotécnica da cultura tem sido um fator essencial. Diante deste cenário, um dos aspectos relacionados ao manejo agronômico que tem gerado dúvidas é a escolha de herbicidas que possam ser aplicados para o controle de plantas daninhas, mas que não causem fitotoxicidade à cultura. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a seletividade de herbicidas à cultura da mamona, especificamente ao híbrido KS2019. O experimento apresentou delineamento inteiramente casualizado com 13 tratamentos e 3 repetições e foi realizado no viveiro do IFTM Campus Uberlândia. Os tratamentos foram constituídos por: testemunha; clomazone+carfentrazone e s-metolacloro aplicados logo após a semeadura (ou seja, na modalidade “plante-aplique”; clomazone+carfentrazone e s-metolacloro (com dose 50% maior em relação ao tratamento anterior) após a semeadura; flumioxazina + s-metolacloro após a semeadura; diclosulan após a semeadura; sulfentrazone após a semeadura; clomazone + carfentrazone e s-metolacloro após a semeadura e s-metolacloro aplicado no estádio fenológico V10; clomazone + carfentrazone e s-metolacloro após a semeadura e s-metolacloro aplicado no estádio fenológico V10; clomazone + carfentrazone e s-metolacloro após a semeadura e s-metolacloro aplicado no estádio fenológico V20; clomazone + carfentrazone e s-metolacloro após a semeadura e s-metolacloro + clorimuron aplicado no estádio fenológico V20; clomazone + carfentrazone e s-metolacloro após a semeadura e bentazona aplicado no estádio fenológico V20; clomazone + carfentrazone e s-metolacloro após a semeadura e flumioxazina no estádio V10; clomazone + carfentrazone e s-metolacloro após a semeadura e fomesafen no estádio V10. O híbrido KS2019 foi semeado em vasos de 8L contendo solo argiloso. Aos 7, 14 e 21 dias após a aplicação de cada tratamento foi realizada a avaliação da fitotoxicidade nas plantas de mamona. Os resultados evidenciaram a seletividade dos herbicidas pré-emergentes clomazone + carfentrazone e s-metolacloro à cultura da mamona. Os herbicidas fomesafen e flumioxazina não foram seletivos quando aplicados no estádio fenológico V10 da mamoneira que recebeu, previamente, a pulverização com clomazone + carfentrazone e s-metolacloro logo após a semeadura, na modalidade “plante-aplique”.
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