Práticas de Controle Interno e Prevenção da Evasão Fiscal: Um Estudo de Caso na Empresa Modelo
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2516Palavras-chave:
Controle interno, Evasão fiscal, Governança corporativa, Conformidade tributária, Gestão contábil.Resumo
O presente estudo tem como objetivo analisar a relevância das práticas de controle interno como instrumento de prevenção da evasão fiscal em organizações empresarias, a partir de um estudo de caso realizado na empresa denominada Modelo. Em um contexto marcado pelo aumento da complexidade tributária e pela intensificação da fiscalização por parte dos órgãos governamentais, torna-se imprescindível que as empresas adotem mecanismos eficazes de controles interno, capazes de garantir a conformidade fiscal, a integridade das informações contábeis e a mitigação de riscos operacionais. A pesquisa parte do pressuposto de que o controle interno não deve ser compreendido apenas como um instrumento de fiscalização, mas como um elemento estratégico voltado à promoção da governança corporativa, da transparência e da ética organizacional. Dessa forma, busca-se compreender de que maneira a implementação e o fortalecimento desses controles podem contribuir para redução de práticas irregulares, como a evasão fiscal, que compromete não apenas a saúde financeira da empresa, mas também sua reputação no mercado metodologicamente, o estudo caracteriza-se como uma pesquisa de natureza aplicada, com abordagem qualitativa e objetivo descritivo, sendo conduzido por meio de um estudo de caso único. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com colaboradores dos setores administrativo, contábil e financeiro, além da análise documental de registros fiscais e relatórios internos da organização. Também foram realizadas observações diretas das rotinas operacionais, permitindo uma compreensão mais aprofundada dos processos internos adotados pela empresa. Os resultados evidenciaram que, embora a organização possua uma estrutura básica de controle interno, ainda existem fragilidades significativas nos processos, como a ausência de padronização nos registros fiscais e a ocorrência de vendas sem a devida emissão de documentos ficais, o que configura risco potencial de evasão fiscal. Além disso, identificou-se a necessidade de maior integração entre os setores e de capacitação dos colaboradores quanto às práticas de conformidade tributária. Conclui-se que fortalecimento dos controles internos, aliado à implementação de práticas de governança e ao uso de tecnologias de gestão, contribui significativamente para a prevenção da evasão fiscal, promovendo maior segurança transparência e sustentabilidade econômica para a organização.
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