A reforma tributária e a reconfiguração da autonomia fiscal dos municípios de pequeno porte: desafios e o papel do controle externo.

Authors

  • Abelardo Pereira Barros UNINASSAU/TO Author
  • José Donizeti de Freitas Borges UNINASSAU/TO Author
  • Jakson Henrique da Silva Milhomem UNINASSAU/TO Author
  • Izabel Cristina Urani de Oliveira CEULP/ULBRA Author

DOI:

https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2430

Keywords:

reforma tributária; federalismo fiscal; municípios de pequeno porte; Imposto sobre Bens e Serviços (IBS); autonomia financeira municipal; controle externo.

Abstract

A Emenda Constitucional nº 132/2023, regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025, promoveu a mais abrangente reestruturação do sistema tributário brasileiro desde a Constituição de 1988, ao instituir o modelo dual de tributação do consumo composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A adoção do critério da tributação no destino e a centralização da arrecadação em um Comitê Gestor compartilhado reconfiguram o federalismo fiscal, com impactos diretos sobre a autonomia financeira municipal. Este trabalho avalia de que maneira a reforma modifica a composição das receitas e a capacidade de gestão dos municípios de pequeno porte, considerando sua fragilidade estrutural, a dependência de transferências intergovernamentais e os limites à adaptação ao novo modelo. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e exploratória, com base em análise documental e em revisão bibliográfica atualizada. Os achados indicam que os efeitos tendem a ser assimétricos: municípios de maior dinamismo econômico podem se beneficiar da lógica do destino, enquanto aqueles de pequeno porte enfrentam risco de agravamento da fragilidade fiscal. Conclui-se que a sustentabilidade fiscal dos municípios de pequeno porte dependerá da efetividade dos mecanismos de equalização, da modernização administrativa e da atuação estratégica dos Tribunais de Contas como indutores de boas práticas de governança tributária. A efetividade prática da reforma dependerá da capacidade institucional dos entes locais, da qualidade das informações fiscais e da priorização de auditorias operacionais voltadas ao acompanhamento da transição.

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Author Biographies

  • Abelardo Pereira Barros, UNINASSAU/TO

    Acadêmico do Curso de Direito da UNINASSAU/TO. Graduado em Administração Pública pela UNITINS.

  • José Donizeti de Freitas Borges, UNINASSAU/TO

    Acadêmico do Curso de Direito da UNINASSAU/TO. Graduado em Administração pela ULBRA.

  • Jakson Henrique da Silva Milhomem, UNINASSAU/TO

    Acadêmico do Curso de Direito da UNINASSAU/TO. Graduando em Direito.

  • Izabel Cristina Urani de Oliveira, CEULP/ULBRA

    Orientadora. Docente no Curso de Direito do CEULP/ULBRA. Mestre em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente. Doutoranda em Ciências Jurídicas pela Universidade do Museu Social Argentino – UMSA.

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Published

2026-05-29

How to Cite

BARROS, Abelardo Pereira; BORGES, José Donizeti de Freitas; MILHOMEM, Jakson Henrique da Silva; OLIVEIRA, Izabel Cristina Urani de. A reforma tributária e a reconfiguração da autonomia fiscal dos municípios de pequeno porte: desafios e o papel do controle externo. Multidisciplinary Scientific Journal The Knowledge, Brasil, v. 1, n. 1, 2026. DOI: 10.51473/rcmos.v1i1.2026.2430. Disponível em: https://submissoesrevistarcmos.com.br/rcmos/article/view/2430. Acesso em: 30 may. 2026.