Efeito agudo do ultrassom no padrão espástico do bíceps braquial em indivíduos com distúrbios neurológicos
Acute effect of ultrasound on the spatial pattern of the biceps brachii in individuals with neurological disorders
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i2.2025.1706Palabras clave:
Ultrassom terapêutico, Espasticidade, Distúrbios neurológicos, Eletromiografia de Superfície, Tônus Muscular.Resumen
A espasticidade é uma disfunção neuromuscular comum em diversas condições neurológicas, caracterizada pelo aumento anormal do tônus muscular e pela resistência ao movimento passivo, afetando negativamente a funcionalidade e a qualidade de vida. O ultrassom terapêutico, devido aos seus efeitos térmicos e mecânicos, surge como uma opção viável para auxiliar no controle dessa condição. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do ultrassom terapêutico na espasticidade do músculo bíceps braquial em indivíduos com distúrbios neurológicos diversos. A amostra foi composta por sete participantes que apresentavam espasticidade no músculo bíceps braquial, submetidos à avaliação com eletromiografia e ultrassonografia antes e após a intervenção. O protocolo de intervenção consistiu na aplicação única de ultrassom terapêutico em modo contínuo, com frequência de 1 MHz, intensidade de 0,8 W/cm², 4 ERAS e duração de 10 minutos. Os dados coletados foram analisados no software SPSS versão 21.0, utilizando estatística descritiva e teste não paramétrico para amostra pareada de Wilcoxon, com nível de significância estabelecido em p≤0,05. Após a aplicação do ultrassom terapêutico no músculo espástico, observou-se uma tendência de redução na atividade muscular e um aumento da espessura muscular, os achados foram significativamente estatísticos em isotonia direita e contração voluntaria máxima esquerda. Assim, conclui-se que a aplicação aguda do ultrassom terapêutico foi capaz de promover alterações significativas no tônus muscular em apenas duas das condições clínicas analisadas, de indivíduos com distúrbios neurológicos. Contudo, identificou-se uma tendência clínica de melhora no controle da espasticidade, sugerindo a necessidade de estudos com amostras maiores e intervenções repetidas para confirmar esses achados experimentais.
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