Bexiga hiperativa e disfunção sexual feminina: avaliação pelo FSFI e os efeitos psicossociais na qualidade de vida
Overactive bladder and female sexual dysfunction: evaluation by the fsfi and psychosocial effects on quality of life
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2001Palabras clave:
Síndrome da Bexiga Hiperativa; Disfunção Sexual Feminina; Qualidade de Vida; Female Sexual Function Index.Resumen
O presente estudo teve como objetivo investigar o impacto da Síndrome da Bexiga Hiperativa (OAB) na sexualidade feminina por meio de uma revisão de literatura. A OAB é uma condição clínica definida pela presença de urgência urinaria, frequentemente acompanhada do aumento da frequência e noctúria, com ou sem incontinência urinária de urgência, excluindo infecção do trato urinário ou outra patologia evidente. Trata-se de uma condição crônica altamente prevalente, afetando entre 12,8% e 31,3% das mulheres adultas, com prevalência estimada de 16,6% na população europeia e 16,9% nos EUA. A saúde sexual feminina é um componente essencial na qualidade de vida, abrangendo aspectos somáticos, emocionais, intelectuais e sociais, sendo que a Disfunção Sexual Feminina (DSF) afeta aproximadamente 43% das mulheres nos EUA, com baixo desejo como queixa mais frequente. Diversos estudos demonstraram que mulheres com OAB apresentam função sexual significativamente comprometida em comparação com controles sadios, com escores do Female Sexual Function Index (FSFI) acentuadamente menores em todos os domínios (desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor). Fatores como o medo de vazamento e imprevisibilidade da urgência contribuem para ansiedade e perda da autoconfiança, levando à baixa frequência sexual. O tratamento da OAB, incluindo farmacoterapia, treinamento muscular do assoalho pélvico e procedimentos minimamente invasivos, geralmente melhora a função sexual sem efeitos adversos significativos. Desta forma, conclui-se que a OAB constitui um fator de risco independente para a DSF, sendo essencial a avaliação ativa da saúde sexual das pacientes como parte do manejo clínico para otimizar a qualidade de vida.
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Referencias
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