O Controle De Convencionalidade Da Definição De Terrorismo E Suas Consequências No Ordenamento Jurídico Pátrio
Conventionality Control Of The Definition Of Terrorism And Its Consequences In The Brazilian Legal Order
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2017Palabras clave:
Controle de Convencionalidade, Definição de Terrorismo, Critérios quanto à organização e quanto à açãoResumen
A ameaça terrorista tem se tornado presente em todo o globo. Anteriormente segregado a alguns rincões do mundo agora mostra-se presente e relevante nas políticas de diversos países, não sendo apenas uma ameaça nacional, mas ultrapassando as fronteiras dos Estados Soberanos e afetando todas as relações humanas e estatais. Dessa forma, objetiva-se com este artigo analisar a definição de terrorismo conferida pela lei nº 13.260/2016 e se o mesmo critério é utilizado no plano internacional, bem como se em um possível incidente no Brasil é capaz de amoldar-se não somente em sua definição legal, mas também com as definições exaradas nos tratados internacionais no qual o país é signatário. A metodologia utilizada foi qualitativa, destacando-se o levantamento bibliográfico e a revisão de literatura. O artigo é estruturado ao compreender o fenômeno do terrorismo, seguido da definição nacional de terrorismo, análises dos tratados sobre a temática nos quais o Brasil é signatário, a confluência do modelo nacional em sede de controle de convencionalidade, seguido das considerações finais.
Descargas
Referencias
AITA, Edson. A Tríplice Fronteira Sul sob a ótica do terrorismo: uma análise da legislação antiterrorismo da Argentina, Brasil e Paraguai. Estudos Internacionais: Revista de relações Internacionais da PUC Minas, 2017, v. 4 n. 2, p. 35-55. Disponível em: http://periodicos.pucminas.br/index.php/estudosinternacionais/article/view/P.2317-773X.2016v4n2p35/11334. Acesso em: 31 de jul. 2023.
BARTOLOMÉ, Mariano. El impacto de las amenazas transacionales em la agenda de seguridade de América Latina. Debate Internacional. Escenários Actuales. Instituto de Publicaciones Navales. 2014. P. 133- 175. Disponível em: https://www.academia.edu/30905160/_Cap%C3%ADtulo_Libro_El_impacto_de_las_amenazas_transnacionales_en_la_agenda_de_seguridad_de_Am%C3%A9rica_Latina Acesso em: 27 abr. 2023.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 05 de out. 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm. Acesso em: 01 de agos. 2023.
BRASIL. LEI Nº 12.850, de 2 de agosto de 2013. Define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal; altera o Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); revoga a Lei no 9.034, de 3 de maio de 1995; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2 ago 2013. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12850.htm. Acesso em: 01 de agos. 2023.
BRASIL. LEI Nº 13.260, de 16 de março de 2016. Regulamenta o disposto no inciso XLIII do art. 5º da Constituição Federal, disciplinando o terrorismo, tratando de disposições investigatórias e processuais e reformulando o conceito de organização terrorista; e altera as Leis nos 7.960, de 21 de dezembro de 1989, e 12.850, de 2 de agosto de 2013. Diário Oficial da União – Edição extra, Brasília, DF, 17 mar. 2016. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13260.htm#art19. Acesso em: 31 de jul. 2023.
CERVO, Amado. Paradigmas da política exterior. In: Inserção Internacional: formação dos conceitos brasileiros. São Paulo: Saraiva. 2008.
COELHO, Helder. Questões conceptuais da Guerra ao Terror, ao Terrorismo e aos Terroristas. Lisboa: Instituto Universitário Militar, 2011. Disponível em: http://hdl.handle.net/10400.26/11557. Acesso em: 10 de jul 2023.
CRONIN, Audrey Kurth. Behind the Curve: Globalization and International Terrorism. Quarterly Journal: International Security, 2002, Vol. 27, p. 30-58.
DALLAGO, Renzo Medina. O crime organizado e o fenómeno do terrorismo no Brasil. Orientador: Luciano Loiola da Silva. 2020. 157 p. Dissertação (Mestrado em Direito e Segurança) - Universidade Nova de Lisboa, [S. l.], 16/04/2020. Disponível em: http://hdl.handle.net/10362/97549. Acesso em: 10 de jul. 2023.
FERNANDES, Fernando do Carmo. Inteligência e Gestão Estratégica: uma relação sinérgica. Revista Brasileira de Inteligência. Brasília: ABIN, n. 7. p. 21-30. 1 jul. 2012. Disponível em: https://doi.org/10.58960/rbi.2012.7.92 Acesso em: 27 abr. 2023.
FIELD, Antony. The ‘New Terrorism’: Revolution or Evolution?. Political Studies Review, [S. l.], v. 7, p. 195-207, 1 maio 2009. Disponível em: https://doi.org/10.1111/j.1478-9299.2009.00179.x. Acesso em: 31 jul. 2023.
GABRIEL, Carlos Eduardo Luz et al. Terrorismo Internacional: A Evolução da Utilização do Terror. XVI Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional, Resende/ Rio de Janeiro, 3 jun. 2020. Disponível em: https://www.gov.br/defesa/pt-br/arquivos/ensino_e_pesquisa/defesa_academia/cadn/artigos/xvi_cadn/terrorismoa_internacionala_aa_evolucaoa_daa_utilizaaoa_doa_terror.pdf. Acesso em: 31 jul. 2023
HOFFMAN, Bruce. Inside Terrorism. New York: Columbia University Press, 2006.
HUDSON, Rex. The sociology and psychology of terrorism: Who becomes a terrorista and why? The Library of Congress. Federal Research Division. Whashington D.C. 1999.
JAMIESON, Alison. Transnational organised crime: A European perspective. Studies inConflict and Terrorism. Vol. 24. 2001.
LAQUEUR, Walter. Una historia del terrorismo. Barcelona: Paidós, 2003.
LASMAR, Jorge Mascarenhas. A legislação brasileira de combate e prevenção do terrorismo quatorze anos após 11 de Setembro: limites, falhas e reflexões para o futuro. Revista de Sociologia e Política, v. 23, p. 47-70, 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsocp/a/JZG8ZQnhrXnW88r8KJvgMdd/?format=html. Acesso em: 01 de agos. 2023.
MARTINS, Dora. Do mundo VUCA ao mundo BANI: impactos na gestão de empresas e na gestão de pessoas. In: p. Ramos & V. Ribeiro (Coord.). Gestão de empresas com pessoas a bordo. Lisboa: Editora D’Ideias. p. 287-292. 2022. Disponível em: https://recipp.ipp.pt/handle/10400.22/23309 Acesso em: 07 ago. 2023.
MASKALIUNAITE, Asta. Defining Terrorism in the Political and Academic Discourse. Baltic Defense Review: 2002, nº 08, Vol. 02, p. 36-50.
PAIVA, Luiz Eduardo Rocha. Lei nº 13.260/2016 (Lei Antiterrorismo) –Uma Apreciação. Centro de Estudos Estratégicos do Exército: Análise Estratégica, v. 1, n. 1, p. 12-18, 2016. Disponível em: http://www.ebrevistas.eb.mil.br/CEEExAE/article/view/1132/1129. Acesso em: 01 de ago. de 2023.
PINHEIRO, Letícia. Política Externa Brasileira (1889-2002). Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 2004.
KYDD, Andrew H.; WALTER, Barbara F. The strategies of terrorism. International security, v. 31, n. 1, p. 49-80, 2006.
TEIXEIRA, Nuno Severiano. Terrorismo, uma ameaça transnacional. in: Contributos para uma Política de Defesa, Ministério da Defesa Nacional. Agosto. 2009. pp. 31-35. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/328631559_Contributos_para_uma_Politica_de_Defesa . Acesso em: 25 fev. 2024.
TERENZI, Gabriela. ONU critica aprovação do projeto da Lei Antiterrorismo pelo Congresso. Folha de São Paulo. São Paulo, 22 fev 2016. Caderno poder. Disponível em: https://m.folha.uol.com.br/poder/2016/02/1743863-onu-critica-aprovacao-do-projeto-da-lei-antiterrorismo-pelo-congresso.shtml. Acesso em: 03 fev. 2024.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Categorías
Licencia
Derechos de autor 2026 Emanuel Augusto Moellmann Maranhão, Geslean de Lima, Henrique da Silva Braga, Mario Jaysson Maciel Dantas , Paulo Victor Andrade Sales (Autor)

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Este trabalho está licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). Isso significa que você tem a liberdade de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato.
- Adaptar — remixar, transformar e construir sobre o material para qualquer propósito, inclusive comercial.
O uso deste material está condicionado à atribuição apropriada ao(s) autor(es) original(is), fornecendo um link para a licença, e indicando se foram feitas alterações. A licença não exige permissão do autor ou da editora, desde que seguidas estas condições.
A logomarca da licença Creative Commons é exibida de maneira permanente no rodapé da revista.
Os direitos autorais do manuscrito podem ser retidos pelos autores sem restrições e solicitados a qualquer momento, mesmo após a publicação na revista.


