Viabilidade técnica, econômica e ambiental de lajes nervuradas com fôrmas metálicas reutilizáveis e armadura treliçada

Technical, economic, and environmental feasibility of ribbed slabs with reusable metal formwork and truss reinforcement

Autores/as

  • Pablo Santos Mota FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências) Autor/a
  • Shirley Amaral Dias Santos FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências) Autor/a
  • Jessé Regino de Oliveira Mendes FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências) Autor/a
  • Jefferson Lira Santos  FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências), UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz) Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2242

Palabras clave:

lajes nervuradas, Fôrmas reutilizáveis, Desempenho estrutural

Resumen

O sistema convencional de lajes treliçadas no Brasil fundamenta-se na combinação de vigotas pré-moldadas e de elementos de enchimento descartáveis, como poliestireno expandido (EPS) ou blocos cerâmicos. Essa configuração apresenta limitações logísticas, elevada geração de resíduos e juntas frias entre a vigota e a capa de concreto moldada in loco. Este estudo analisa uma proposta técnica em que a vigota de concreto é substituída por uma treliça metálica autoportante e os enchimentos são eliminados por meio de formas metálicas reutilizáveis. O objetivo central é avaliar a viabilidade técnica, econômica e ambiental da solução aplicada às lajes H12. A metodologia compreendeu a modelagem analítica conforme as diretrizes da NBR 6118, o cálculo de tensões e deformações, a prototipagem em escala real e a análise de custos. Adicionalmente, realizou-se uma Análise de Ciclo de Vida (ACV) simplificada (ISO 14040), com foco no carbono incorporado e no escopo cradle-to-gate. Os resultados técnicos indicam que a fôrma (chapa galvanizada nº 18, espessura de 1,2 mm) suporta uma tensão máxima de 87,5 MPa, inferior ao limite admissível de 112 MPa, com coeficiente de segurança de 3,2. A deformação registrada foi de 1,41 mm, considerada adequada para elementos temporários. Economicamente, o sistema supera o EPS entre o 12º e o 15º ciclo de reutilização e a cerâmica entre os ciclos 19 e 22, com um payback de 3,5 meses. A ACV revelou emissões líquidas evitadas de 5.800 kg CO₂e por 1.000 m². Conclui-se que a solução otimiza o monolitismo, reduz o impacto ambiental e é financeiramente viável, consolidando os princípios da economia circular.

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Biografía del autor/a

  • Pablo Santos Mota, FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências)

    Graduando em Engenharia Civil pela FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências).

    Áreas de interesse: estruturas de concreto, inovação em sistemas construtivos e sustentabilidade.

    ORCID: 0009-0009-6260-5519.

  • Shirley Amaral Dias Santos, FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências)

    Graduanda em Engenharia Civil pela FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências).

    Áreas de interesse: análise estrutural, eficiência construtiva e materiais alternativos.

    ORCID: 0009-0003-7683-4335

  • Jessé Regino de Oliveira Mendes, FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências)

    Graduando em Engenharia Civil pela FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências).

    Áreas de interesse: projeto de estruturas, industrialização da construção e viabilidade econômica.

    ORCID: 0009-0009-0691-8000

  • Jefferson Lira Santos,  FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências), UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz)

    Orientador pela FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências) e pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).

    ORCID: 0000-0002-2503-5483

     

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Publicado

2026-04-17

Cómo citar

MOTA, Pablo Santos; SANTOS, Shirley Amaral Dias; MENDES, Jessé Regino de Oliveira; SANTOS, Jefferson Lira. Viabilidade técnica, econômica e ambiental de lajes nervuradas com fôrmas metálicas reutilizáveis e armadura treliçada: Technical, economic, and environmental feasibility of ribbed slabs with reusable metal formwork and truss reinforcement. RCMOS - Revista Científica Multidisciplinaria O Saber, Brasil, v. 1, n. 1, 2026. DOI: 10.51473/rcmos.v1i1.2026.2242. Disponível em: https://submissoesrevistarcmos.com.br/rcmos/article/view/2242. Acesso em: 17 apr. 2026.