A atuação integrada entre o Poder Judiciário, o Ministério Público e a sociedade civil na prevenção do feminicídio em Porto velho-ro: uma análise jurídico-institucional
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2407Palabras clave:
Feminicídio; violência de gênero; políticas públicas; atuação institucional integrada; direitos humanos das mulheres.Resumen
A presente pesquisa objetiva analisar a atuação integrada do Poder Judiciário, do Ministério Público, do Governo do Estado e da sociedade civil na prevenção do feminicídio em Porto Velho/RO. Dessa maneira, a temática aborda a importância da articulação institucional e das políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero, considerando o feminicídio como grave violação aos direitos humanos e expressão extrema da desigualdade estrutural entre homens e mulheres. Para tanto, a metodologia utilizada consiste em pesquisa bibliográfica e documental, de caráter qualitativo, fundamentada na análise de doutrinas jurídicas, artigos científicos, dissertações, legislações, jurisprudências e dados estatísticos relacionados ao feminicídio e às políticas públicas de proteção às mulheres. Serão analisadas normas como a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), a Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/2015) e a Lei nº 14.994/2024, que tipificou o feminicídio como crime autônomo, além de resoluções do CNJ e do CNMP e de dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Assim, espera-se demonstrar que a atuação integrada entre as instituições públicas e a sociedade civil constitui elemento essencial para o fortalecimento das redes de enfrentamento à violência de gênero, contribuindo para a prevenção do feminicídio, a efetivação dos direitos humanos das mulheres e o aprimoramento das políticas públicas em Porto Velho/RO.
Descargas
Referencias
AMBROZIO, Graziele; PAIVA, Lívia. Políticas públicas e redes de enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil. 2022. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/37000.
BANDEIRA, Lourdes Maria. Violência de gênero: a construção de um campo teórico e de investigação. Sociedade e Estado, Brasília, v. 29, n. 2, p. 449–469, maio/ago. 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/se/a/8zQyR9tYxvX9XzYt7wRzZgH/.
BARBOSA, Emerson. Feminicídio em 2024: Rondônia fecha em 3ª posição no ranking de violência. News Rondônia, 2025. Disponível em: https://newsrondonia.com.br/noticias/2025/01/22/feminicidio-em-2024-rondonia-fecha-na-3a-posicao-do-ranking-de-violencia/?.
BARROS, Ana Paula. Avaliação de políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero. 2022. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/45000.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm.
BRASIL. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Lei Maria da Penha. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm.
BRASIL. Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015. Altera o Código Penal para tipificar o feminicídio. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13104.htm.
BRASIL. Lei nº 14.994, de 9 de outubro de 2024. Altera o Código Penal, a Lei Maria da Penha e demais legislações correlatas, tipificando o feminicídio como crime autônomo e estabelecendo medidas de proteção à mulher. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF, 10 out. 2024. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14994.htm.
BUENO, Samira et al. O crescimento de todas as formas de violência contra a mulher em 2023. In: FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2023. p. 136–145. Disponível em: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/08/anuario-2023-texto-07-o-crescimento-de-todas-as-formas-de-violencia-contra-a-mulher-em-2022.pdf.
CAMPOS, Carmen Hein de. Lei Maria da Penha comentada sob a perspectiva jurídico-feminista. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2015.
DA SILVA, Gabriele Fernandes et al. Mobilização de movimentos sociais diante da ineficácia do Estado no combate à violência contra a mulher no Brasil. Revista Avant, v. 9, n. 1, p. 166–176, 2025. Disponível em: https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/avant/article/view/7957.
DEFENSORIA PÚBLICA DE RONDÔNIA. Rede Lilás concede à Defensoria Pública de Rondônia o certificado "Atitude pelo Fim da Violência contra Meninas e Mulheres". Rondônia, 2023. Disponível em: https://www.defensoria.ro.def.br/noticias/2023/12/rede-lilas-concede-a-defensoria-publica-de-rondonia-certificado-por-atitude-pelo-fim-da-violencia-contra-meninas-e-mulheres.
DIÁRIO DA MANHÃ. Principal programa federal contra a violência à mulher perdeu metade dos recursos em dez anos. 2026. Disponível em: https://www.dm.com.br/politica/principal-programa-federal-contra-violencia-a-mulher-perdeu-metade-dos-recursos-em-dez-anos/.
DIAS, Maria Berenice. A Lei Maria da Penha na Justiça. 6. ed. Salvador: JusPodivm, 2019.
DINIZ, Débora. A farda e o feminicídio: violência de gênero e instituição policial no Brasil. Brasília: Editora UNB, 2019.
ELUF, Luiza Nagib. A paixão no banco dos réus: casos passionais célebres. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2019.
FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA (FBSP). 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. São Paulo: FBSP, 2025. Disponível em: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2025/09/anuario-2025.pdf.
INESC – INSTITUTO DE ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS. Nota Técnica: análise do orçamento das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres (2019 a 2023). Brasília, 2023. Disponível em: https://inesc.org.br/nota-tecnica-analise-do-orcamento-de-politicas-de-enfrentamento-a-violencia-contra-as-mulheres-de-2019-a-2023-3/.
JUS BRASIL. Homem é condenado a 66 anos de prisão por feminicídio em Porto Velho. 2025. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/noticias/homem-condenado-feminicidio-porto-velho.
LAGARDE, Marcela. Los cautiverios de las mujeres: madresposas, monjas, putas, presas y locas. México: UNAM, 2006.
LEITE, Mariana. Responsabilidade estatal e políticas públicas no enfrentamento da violência de gênero. 2022. Disponível em: https://repositorio.ufrgs.br/handle/10183/250000.
MARTINS, Ana Paula Antunes; CERQUEIRA, Daniel Ricardo de Castro; MATOS, Mariana Vieira Martins. A institucionalização das políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres no Brasil. Brasília: IPEA, 2015. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5711.
MELO, Carla. Sociedade civil e enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil. 2022. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/36000.
OAB. A Ouvidoria da OAB visa adotar medidas concretas no enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio e se destaca por atender tanto mulheres da sociedade em geral quanto advogadas. Rondônia, 2021. Disponível em: https://www.oab-ro.org.br/ouvidoria-da-mulher-da-oab-ro-atende-advogadas-e-mulheres-da-sociedade-vitimas-de-violencia-domestica/.
OAB. A Seccional foi representada pela presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar, Rosimar Francelino. Rondônia, 2026. Disponível em: https://www.oab-ro.org.br/oab-rondonia-marca-presenca-no-i-forum-intermunicipal-de-enfrentamento-a-violencia-contra-a-mulher/.
OLIVEIRA, Giordana Calvão Fontes Santana de. Políticas públicas e violência de gênero no Brasil: desafios e perspectivas. 2017. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade de Brasília, Brasília, 2017. Disponível em: https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/31341/1/2017_GiordanaCalvaoFontesSantanadeOliveira.pdf.
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – SECCIONAL RONDÔNIA (OAB/RO). Comissão da Mulher Advogada promove ações de conscientização e de combate à violência contra a mulher em Rondônia. Porto Velho, 2025.
PASINATO, Wânia. Acesso à justiça e à violência doméstica e familiar contra as mulheres: percepções de operadores jurídicos e limites à aplicação da Lei Maria da Penha. Revista Direitos Humanos & Gênero, 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rdgv/a/5sWmchMftYHrmcgt674yc7Q/?format=pdf.
PASINATO, Wânia. Feminicídios e mortes de mulheres no Brasil. Cadernos Pagu, Campinas, n. 37, p. 219–246, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cpa/a/7mZf5K9Yx8xwJ5yZ6f3qX3H/.
PIMENTEL, Sílvia. Gênero e direito: história e teorias. São Paulo: PUC-SP – Enciclopédia Jurídica, 2018. Disponível em: https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/122/edicao-1/genero-e-direito.
PIOVESAN, Flávia. Direitos humanos e o direito das mulheres: entre o plano jurídico e o compromisso ético-político. São Paulo: Editora Saraiva, 2014.
RAMOS, André de Carvalho. Curso de direitos humanos. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.
RONDÔNIA. Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM/RO). Competências e atuação institucional do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher. Porto Velho: Governo do Estado de Rondônia, 2024.
RONDÔNIA. Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social. Composição do CEPCT-RO, biênio 2024-2026. Rondônia, 2026. Disponível em: https://rondonia.ro.gov.br/seas/fundos-conselhos/cepct-ro/composicao/.
RONDÔNIA. Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (SESDEC). Com investimentos em segurança, Rondônia registra redução histórica na criminalidade nos últimos 10 anos. Rondônia, 2025. Disponível em: https://rondonia.ro.gov.br/com-investimentos-em-seguranca-rondonia-registra-reducao-historica-na-criminalidade-nos-ultimos-10-anos/?.
RUSSELL, Diana E. H. Defining femicide and related concepts. In: RADFORD, Jill; RUSSELL, Diana E. H. (org.). Femicide: the politics of woman killing. New York: Twayne Publishers, 1992.
SÁ E SILVA, Fábio de. Barcos contra a corrente: a política nacional de segurança pública de Dilma Rousseff a Michel Temer. IPEA, 2017. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/artigo/154/barcos-contra-a-corrente-a-politica-nacional-de-seguranca-publica-de-dilma-rousseff-a-michel-temer.
SAFFIOTI, Heleieth I. B. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004.
SANTOS, Cecília MacDowell; IZUMINO, Wânia Pasinato. Violência contra as mulheres e violência de gênero: notas sobre estudos feministas no Brasil. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 13, n. 1, p. 147–164, 2005. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ref/a/7m7yK5X5d5Kf5Y9k8nZ7rjH/.
SARDENBERG, Cecilia. Políticas de enfrentamento da violência contra as mulheres no Brasil: construção e desmonte. Revista Estudios de Políticas Públicas, v. 4, n. 2, 2018. Disponível em: https://revistaestudiospoliticaspublicas.uchile.cl/index.php/REPP/article/view/51738.
SARLET, Ingo Wolfgang. A eficácia dos direitos fundamentais. 11. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2012.
SCHRAIBER, Lilia Blima et al. Violência contra a mulher: estudo em uma unidade de atenção primária à saúde. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 41, n. 3, p. 359–367, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsp/a/6kKQz9w5Z9WkY5F9kJ7rF6s/.
SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil para a análise histórica. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 20, n. 2, p. 71–99, jul./dez. 1995.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA (TJRO). Programa Maria da Penha vai à escola e fortalece ações de prevenção à violência contra a mulher em Rondônia. Porto Velho, 2025. Disponível em: https://www.tjro.jus.br/.
Publicado
Número
Sección
Categorías
Licencia
Derechos de autor 2026 Dawidson da Silva de Jesus, Gilvana Maria Noleto Barros da Silva, Luciane Lima Costa e Silva Pinto (Autor)

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Este trabalho está licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). Isso significa que você tem a liberdade de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato.
- Adaptar — remixar, transformar e construir sobre o material para qualquer propósito, inclusive comercial.
O uso deste material está condicionado à atribuição apropriada ao(s) autor(es) original(is), fornecendo um link para a licença, e indicando se foram feitas alterações. A licença não exige permissão do autor ou da editora, desde que seguidas estas condições.
A logomarca da licença Creative Commons é exibida de maneira permanente no rodapé da revista.
Os direitos autorais do manuscrito podem ser retidos pelos autores sem restrições e solicitados a qualquer momento, mesmo após a publicação na revista.

