Controle de Alternanthera tenella, Amaranthus hybridus, Commelina benghalensis e Ipomoea grandifolia em função da aplicação isolada de halauxifeno ou em mistura com inibidores de PROTOX e EPSPS
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2428Palabras clave:
Auxina sintética; Glifosato; Saflufenacil; Sulfentrazone; TiafenacilResumen
As plantas daninhas causam prejuízos econômicos consideráveis aos sistemas agronômicos ao competir por recursos essenciais às plantas cultivadas, como água, luz, nutrientes e espaço, além de serem hospedeiras de insetos e fitopatógenos que podem impactar negativamente a produtividade agrícola. Ao realizar a dessecação de plantas daninhas na pré-semeadura de grandes culturas, é necessário conhecer a comunidade infestante e programar a aplicação dos herbicidas mais eficientes para cada situação de manejo. Com a inserção relativamente recente do halauxifeno na agricultura brasileira, são necessárias muitas pesquisas para determinar como este herbicida atua, isoladamente ou em mistura de tanque, sobre algumas espécies de plantas daninhas. Portanto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o percentual de controle de apaga-fogo (Alternanthera tenella), caruru-roxo (Amaranthus hybridus), trapoeraba (Commelina benghalensis) e corda-de-viola (Ipomoea grandifolia) em função da aplicação isolada do halauxifeno ou em mistura de tanque com herbicidas inibidores de PROTOX e EPSPS. O experimento foi conduzido na Fazenda Sobradinho do IFTM Campus Uberlândia, em delineamento em blocos casualizados, com 12 tratamentos e 3 repetições. Os tratamentos foram constituídos por: halauxifeno (6,426 g i.a. ha-1); halauxifeno (6,426 g i.a. ha-1) + sulfentrazone (250 g i.a. ha-1); halauxifeno (6,426 g i.a. ha-1) + sulfentrazone (400 g i.a. ha-1); halauxifeno (6,426 g i.a. ha-1) + glifosato (1440 g e.a. ha-1); halauxifeno (6,426 g i.a. ha-1) + saflufenacil (35 g i.a. ha-1); halauxifeno (6,426 g i.a. ha-1) + saflufenacil (49 g i.a. ha-1); halauxifeno (6,426 g i.a. ha-1) + flumioxazina (60 g i.a. ha-1); halauxifeno (6,426 g i.a. ha-1) + flumioxazina (40 g i.a. ha-1); halauxifeno (6,426 g i.a. ha-1) + tiafenacil (67,8 g i.a. ha-1); halauxifeno (6,426 g i.a. ha-1) + tiafenacil (67,8 g i.a. ha-1) + sulfentrazone (250 g i.a. ha-1); halauxifeno (6,426 g i.a. ha-1) + tiafenacil (84,75 g i.a. ha-1) e testemunha (sem controle das plantas daninhas). Todos os herbicidas foram aplicados no dia 04 de março de 2026, com pulverizador equipado com cilindro de CO2 e barra com 6 pontas de pulverização 110 015, utilizando-se o volume de calda de 150 L ha⁻¹. As plantas daninhas estavam predominantemente com 6 folhas. Aos 14 dias após a aplicação, foram avaliados os percentuais de controle de cada espécie. A aplicação isolada de halauxifeno não foi eficiente no controle das espécies de plantas daninhas avaliadas. A corda-de-viola, por exemplo, apresentou percentual de controle de 56,7% com este mimetizador de auxina. Entretanto, a mistura de tanque deste herbicida com os inibidores de PROTOX (saflufenacil, tiafenacil e sulfentrazone) e com glifosato aumentou o desempenho da dessecação, atingindo valores percentuais próximos de 100%. Em relação às demais espécies de plantas daninhas, os percentuais de controle foram variáveis conforme o tipo de molécula adicionada à mistura de tanque, evidenciando a importância da determinação do efeito das misturas de herbicidas sobre as espécies que compõem a comunidade infestante.
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Referencias
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