Associação entre Cobertura Vacinal e Incidência de Doenças Imunopreveníveis no Brasil: Estudo Ecológico de Série Temporal com Dados das Unidades Federativas (2007–2024)

Autores/as

  • Tainá Silva Secundino Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Autor/a
  • Carlos Eduardo Sampaio Fonseca Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2547

Palabras clave:

vacinação; cobertura vacinal; doenças imunopreveníveis; epidemiologia; saúde pública; vigilância epidemiológica.

Resumen

As vacinas constituem uma das principais estratégias de prevenção de doenças transmissíveis e têm desempenhado papel fundamental na redução da morbimortalidade por agravos imunopreveníveis. Entretanto, a redução das coberturas vacinais observada nos últimos anos no Brasil tem gerado preocupação quanto à possibilidade de reemergência de doenças anteriormente controladas. Este estudo ecológico longitudinal em painel avaliou a associação entre cobertura vacinal e incidência de coqueluche, meningite meningocócica, sarampo/rubéola e febre amarela nas unidades federativas brasileiras entre 2007 e 2024. Foram utilizados dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) e estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A associação entre cobertura vacinal e incidência foi analisada por meio de modelos de regressão de Poisson com efeitos fixos por unidade federativa, utilizando defasagem temporal de um ano entre exposição e desfecho e ajuste para tendência temporal linear e períodos epidemiológicos relacionados à pandemia de COVID-19. Foram analisadas 486 observações correspondentes às 27 unidades federativas brasileiras. Observou-se associação inversa estatisticamente significativa entre cobertura vacinal e incidência de coqueluche (IRR=0,9892; IC95%: 0,9887–0,9896), meningite meningocócica (IRR=0,9977; IC95%: 0,9968–0,9986), sarampo/rubéola (IRR=0,9866; IC95%: 0,9858–0,9875) e febre amarela (IRR=0,9573; IC95%: 0,9541–0,9607), todos com p<0,001. Durante o período pandêmico observou-se redução significativa da incidência para todos os agravos analisados. Os achados reforçam a importância da manutenção de elevadas coberturas vacinais e do fortalecimento contínuo das ações de imunização e vigilância epidemiológica para o controle de doenças imunopreveníveis no Brasil.

 

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Publicado

2026-06-19

Cómo citar

SECUNDINO, Tainá Silva; FONSECA, Carlos Eduardo Sampaio. Associação entre Cobertura Vacinal e Incidência de Doenças Imunopreveníveis no Brasil: Estudo Ecológico de Série Temporal com Dados das Unidades Federativas (2007–2024). RCMOS - Revista Científica Multidisciplinaria O Saber, Brasil, v. 1, n. 1, 2026. DOI: 10.51473/rcmos.v1i1.2026.2547. Disponível em: https://submissoesrevistarcmos.com.br/rcmos/article/view/2547. Acesso em: 20 jun. 2026.