Uso da lisdexanfetamina no tratamento do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2285Palavras-chave:
TDAH, lisdexanfetamina, Neurotransmissão, Farmacêutico, TratamentoResumo
O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por alterações na atenção, impulsividade e hiperatividade, cuja origem envolve a interação entre fatores genéticos e ambientais, com repercussões na neurotransmissão dopaminérgica. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nos critérios do DSM-5, e o tratamento abrange intervenções psicoterapêuticas e farmacológicas, destacando-se a lisdexanfetamina, um psicoestimulante de ação prolongada amplamente utilizado. Nesse contexto, o uso desse medicamento requer monitoramento contínuo para minimizar possíveis efeitos adversos e garantir a adesão terapêutica, sendo o acompanhamento farmacêutico um elemento fundamental no cuidado ao paciente. O presente estudo tem como objetivo analisar a eficácia e a segurança da lisdexanfetamina no tratamento do TDAH, bem como discutir o papel do farmacêutico na orientação e no monitoramento do seu uso. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, voltada à sistematização e análise crítica das evidências disponíveis sobre o tema, considerando tanto os aspectos farmacológicos quanto a atuação do profissional farmacêutico. Espera-se demonstrar que a participação ativa do farmacêutico contribui para o uso racional do medicamento, favorecendo a adesão ao tratamento, a redução de riscos e a melhoria dos desfechos clínicos, além de fortalecer práticas interdisciplinares em saúde e incentivar o desenvolvimento de novas pesquisas na área.
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