A fase pré-analítica em laboratórios de análises clínicas: uma revisão integrativa da literatura (2020-2025)
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2483Palavras-chave:
Fase pré-analítica. Biomédico. Testes laboratoriais. Bioquímica clínica. Controle de qualidade.Resumo
Introdução: A fase pré-analítica concentra entre 60% e 90% dos erros totais registrados na rotina laboratorial, sendo o estágio mais vulnerável e propenso a falhas manuais no processo diagnóstico. Interferentes técnicos e variáveis biológicas impactam diretamente a segurança do paciente e a confiabilidade dos laudos emitidos. Objetivo: Analisar, por meio da literatura científica, os principais interferentes pré-analíticos e a importância da atuação estratégica do biomédico na prevenção de erros e na gestão da qualidade. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, fundamentada em artigos publicados entre 2020 e 2025, com foco em bioquímica clínica e em indicadores de desempenho. Resultados: A hemólise destaca-se como o principal fator de interferência técnica, responsável por 40% a 70% das rejeições de amostras. Variáveis biológicas (jejum, exercícios) e farmacológicas mimetizam estados patológicos, levando a interpretações clínicas equivocadas. O "custo da não-qualidade" manifesta-se em pesados encargos financeiros decorrentes de recoletas, retrabalho e desperdício de insumos, especialmente em unidades de internação. Discussão: A padronização de Protocolos Operacionais Padrão (POPs) e a educação continuada das equipes multidisciplinares são ferramentas essenciais para mitigar riscos. Conclusão: A qualificação técnica do biomédico e o monitoramento contínuo dos indicadores são determinantes para garantir a viabilidade econômica do laboratório e a integridade do diagnóstico final.
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