Aspectos sociodemográficos do suicídio em adultos no Brasil nos últimos quatorze anos com ênfase na depressão
Sociodemographic aspects of adult suicide in Brazil in the last fourteen years, with emphasis on depression
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2025.956Palavras-chave:
Suicídio. Depressão. Transtornos psiquiátricos.Resumo
Introdução: O suicídio é um fenômeno de grande impacto social que, embora passível de prevenção, constitui um sério problema de saúde pública. As taxas de mortalidade por suicídio são significativamente mais altas entre os homens. A concepção de que o suicídio pode ser entendido como um desfecho possível em uma trajetória de profundo sofrimento, marcada por depressão intensa, atos de desespero ou mesmo estados de insanidade, reaviva o debate sobre as dificuldades em compreender e abordar essas pessoas ao longo de suas vivências pessoais. Objetivo: analisar os aspectos sociodemográficos do suicídio no Brasil, com ênfase nos adultos, e as contribuições dos últimos 14 anos sobre as características clínicas da depressão associadas ao desfecho suicida. Método: Trata-se de uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa com levantamento de dados nas bases: Scielo, Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILAC), Bridge Base Online (BBO), MEDLINE/PubMed, DATASUS e Ministério da Saúde, abrangendo as publicações dos últimos 14 anos. Resultados: Os resultados indicam um crescimento contínuo nas taxas de mortalidade por suicídio nos últimos 14 anos, com ênfase no maior risco de morte entre homens e no aumento das taxas de suicídio entre jovens. Conclusão: É evidente que as tentativas de suicídio representam um grave problema de saúde pública, uma vez que estão diretamente associadas a problemas de saúde mental. Portanto, é fundamental promover uma reflexão sobre os pensamentos e comportamentos suicidas, de modo a exigir atenção especial por parte das redes de apoio social e familiar que envolvem o indivíduo.
Downloads
Referências
AGÊNCIA BRASIL. Brasil tem mais de 30 internações ao dia por tentativa de suicídio . Agência Brasil, 2024. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2024-09/brasil-tem-mais-de-30-internacoes-ao-dia-por-tentativa-de-suicidio . Acesso em: 14 de janeiro de 2025.
AGUIAR, R. A. et al. Tentativa de suicídio: prevalência e fatores associados entre usuários da Atenção Primária à Saúde. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, v. 71, p. 133-140, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/0047-2085000000379
AMARANTE, Paulo; NUNES, Mônica de Oliveira. A reforma psiquiátrica no SUS e a luta por uma sociedade sem manicômios. Ciência & Saúde Coletiva, v. 23, p. 2067-2074, 2018. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232018236.07082018
BERARDELLI, Isabella et al. A letalidade é diferente entre homens e mulheres? Diferenças clínicas e de gênero em pacientes internados que tentam suicídio. Revista internacional de pesquisa ambiental e saúde pública , v. 20, p. 13309, 2022.
Bonadiman CSC, Naghavi M, Melo APS. The burden of suicide in Brazil: findings from the Global Burden of Disease Study 2019. Rev Soc Bras Med Trop. 2022. doi:10.1590/0037-8682-0299-2021. DOI: https://doi.org/10.1590/0037-8682-0299-2021
BORIM, F. S. Arbex; BARROS, Marilisa Berti de Azevedo; BOTEGA, Neury José. Transtorno mental comum na população idosa: pesquisa de base populacional no Município de Campinas, São Paulo, Brasil.Cadernos de Saúde Pública, v. 29, p. 1415-1426, 2013. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2013001100015
BRASIL. Ministério da Saúde. Carta de Brasília. Princípios Orientadores para o Desenvolvimento da Atenção em Saúde Mental nas Américas, 2005. Disponível em: http://www.crpsp.org.br/povos/povos/legislacao/Carta%20de%20Bras%ED lia%20de%202005%20MS_OPAS_OMS.pdf. Acesso em: 08 de abril de 2024.
BRASIL. Secretaria de Vigilância em Saúde. Ministério da Saúde. Mortalidade por suicídio e notificações de lesões autoprovocadas do Brasil. Boletim epidemiológico 33. Vol 52, set, 2021.
BRASIL. Secretaria de Vigilância em Saúde. Ministério da Saúde. Tentativas de suicídio e suicídios na população idosa do Brasil. Boletim epidemiológico 38. V. 51, setembro, 2020.
CIOSAK, et al. Suicídio em idosos: um estudo epidemiológico. Rev. Esc. Enfermagem, São Paulo, 2021.
DANIEL, Lucas Pedroza. Medicina de família e crise do fentanil: a atenção primária na prevenção, redução de danos e continuidade do cuidado nos Estados Unidos. Ciências da Saúde, v. 29, ed. 153, dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.69849/revistaft/ra10202512171145. Disponível em: https://revistaft.com.br/medicina-de-familia-e-crise-do-fentanil-a-atencao-primaria-na-prevencao-reducao-de-danos-e-continuidade-do-cuidado-nos-estados-unidos/. DOI: https://doi.org/10.69849/revistaft/ra10202512171145
FARIAS, Cláudia. A desesperança do jovem e o suicídio como solução. SciELO. 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/se/a/rLfXhwgd7qgpBzMSrjwFXmj/?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 25 fev. 2025.
FUNDAÇÃO JORGE DUPRAT FIGUEIREDO DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO (FUNDACENTRO). Pressão constante e exposição a situações extremas aumentam os casos de depressão e suicídio entre os profissionais de segurança pública e saúde . Fundacentro, [2024]. Disponível em: https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2024/outub ro/pressao-constante-e-exposicao-a-situacoes-extremas-aumentam-os-casos-de-depressao-e-suicidio-entre-os-profissionais-de-seguranca-publica-e-saude . Acesso em: 15 de janeiro de 2025.
GRIGOLETTO, A. P.; SOUTO, V. T.; TERRA, M. G.; TISOTT, Zaira L.; FERREIRA, C. N. Tentativas de suicídio notificadas em um hospital de ensino no estado do Rio Grande do Sul, 2014-2016. Cuidado Fundamental Online, v. 12, n. 3, p. 45-58, 2020.
KASAL, A.; KUKLOVÁ, M.; KÅGSTRÖM, A.; WINKLER, P.; FORMÁNEK, T. Risco de suicídio em indivíduos com e sem transtornos mentais antes e durante a pandemia de COVID-19: uma análise de três pesquisas transversais nacionais na República Tcheca. Archives of Suicide Research, v. 27, n. 2, p. 671-685, 2023. DOI: 10.1080/13811118.2022.2051653. DOI: https://doi.org/10.1080/13811118.2022.2051653
LOVERO, K. L. et al. Suicídio na saúde mental global. Relatórios atuais de psiquiatria, v. 25, n. 6, p. 255-262, 2023. DOI: https://doi.org/10.1007/s11920-023-01423-x
MAIA, R.; MAIA, K.; MACIEL, V.; BEZERRA, J.; CASTRO, A. C.; CAVALCANTE, J.; SILVA, A.; SOUZA, R. Tendência temporal da mortalidade por suicídio no Acre e no Brasil, de 2010 a 2022. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, [S. l.], v. 6, n. 10, p. 4677–4693, 2024. DOI: 10.36557/2674-8169.2024v6n10p4677-4693. DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p4677-4693
McGirr A, Renaud J, Bureau A, Seguin M, Lesage A, Turecki G. Impulsive-aggressive behaviours and completed suicide across the life cycle: a predisposition for younger age of suicide. Psychol Med. 2008. Doi: 10.1017/S0033291707001419. DOI: https://doi.org/10.1017/S0033291707001419
MOURA, E. Holanda et al. Atendimento pré-hospitalar às tentativas de suicídio: um estudo transversal. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, v. 71, p. 92-99, 2022. Disponível em: https://www.jbpsiq.com/article/S0047-2085(22)00056-2/fulltext. Acesso em: 21 jan. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/0047-2085000000358
MSD MANUAL. Transtornos depressivos em crianças e adolescentes. 2023. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/transtornos-psiqui%C3%A1tricos-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/transtornos-depressivos-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes?utm_source=chatgpt.com#Tratamento_v43476300_pt. Acesso em: 18 de janeiro de 2025.
NUGENT, Shannon M.; ANDERSON, Johanna; YOUNG, Sarah K. Behavioural mental health interventions delivered in the emergency department for suicide, overdose and psychosis: a scoping review. BMJ Open, v. 14, n. 3, p. e080023, 2024. Disponível em: https://bmjopen.bmj.com/content/14/3/e080023. Acesso em: 16 de fevereiro de 2025. DOI: https://doi.org/10.1136/bmjopen-2023-080023
OMS- Organização Mundial de Saúde. Saúde Mental. Oms, Belo Horizonte, 2018, p.12-14. Acesso em, 12 de novembro de 2022.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) . Suicide Rates - Global Health Observatory Data Repository. Disponível em: https://www.who.int/data/gho/data/themes/mental-health/suicide-rates?spm=5aebb161.2ef5001f.0.0.14b05171wLGby8 . Acesso em: 20 out. 2023.
Patel et al. Risk factors for suicide in older adults: A systematic review and meta-analysis. International Journal of Geriatric Psychiatry, 2023. DOI: 10.1002/gps.5901 DOI: https://doi.org/10.1002/gps.5901
PENSO, M. A.; SENA, D. Pereira Alves de. Revista de Saúde e Psicologia, v. 20, n. 2, p. 123-145, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/se/a/rLfXhwgd7qgpBzMSrjwFXmj/?lang=pt. Acesso em: 26 fev. 2025.
SALVO, Lilian; RAMÍREZ, Jordana; CASTRO, Andrea. Factores de riesgo para intento de suicidio en personas con trastorno depresivo en atención secundaria. Revista Médica de Chile, v. 147, n. 2, p. 181-189, 2019. DOI: https://doi.org/10.4067/s0034-98872019000200181
SILVA, A. C. G.; ARAÚJO, M. R. SAÚDE MENTAL NA FASE ADULTA E TENTATIVAS DE SUICÍDIO. Revista Contemporânea, [S. l.], v. 4, n. 5, p. e4176 , 2024. DOI: 10.56083/RCV4N5-017. DOI: https://doi.org/10.56083/RCV4N5-017
SILVA, I. Gabriella P. et al. Perception and performance of the nursing team in caring for patients with suicide behavior. Acta Scientiarum. Health Sciences, v. 44, 2022. DOI: https://doi.org/10.4025/actascihealthsci.v44i1.58112
SUNDE, R. Martinho; SUNDE, L. Muzuri Conferso. Luto familiar em tempos da pandemia da covid-19: dor e sofrimento psicológico. Revista Interfaces, v. 8, n. 3, p. 703-710, 2020. DOI: https://doi.org/10.16891/2317-434X.v8.e3.a2020.pp703-710
TARON, Marisa; NUNES, Carla; MAIA, Tereza. Suicídio e tentativas de suicídio em adultos: explorando o risco de suicídio 24 meses após uma visita ao pronto-socorro psiquiátrico. Revista Brasileira de Psiquiatria , v. 42, p. 367-371, 2020.
Downloads
Arquivos adicionais
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Copyright (c) 2025 Luiz Henrique Martins Pereira, Douglas José Angel (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Este trabalho está licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). Isso significa que você tem a liberdade de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato.
- Adaptar — remixar, transformar e construir sobre o material para qualquer propósito, inclusive comercial.
O uso deste material está condicionado à atribuição apropriada ao(s) autor(es) original(is), fornecendo um link para a licença, e indicando se foram feitas alterações. A licença não exige permissão do autor ou da editora, desde que seguidas estas condições.
A logomarca da licença Creative Commons é exibida de maneira permanente no rodapé da revista.
Os direitos autorais do manuscrito podem ser retidos pelos autores sem restrições e solicitados a qualquer momento, mesmo após a publicação na revista.
