Rastreio de Câncer Colorretal: Colonoscopia versus Sangue Oculto nas Fezes
Colorectal Cancer Screening: Colonoscopy versus Fecal Occult Blood
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.1926Palavras-chave:
FOBT, Cancer Colorretal, Colonoscopia, Sangue Oculto Fecal, Rastreio de Cancer ColorretalResumo
O câncer colorretal (CCR) representa uma das principais causas de morbimortalidade mundial, e estratégias de rastreamento são fundamentais para reduzir sua incidência e mortalidade. Esta revisão sistemática comparou o desempenho da colonoscopia e dos testes de sangue oculto nas fezes, incluindo o teste imunológico fecal (FIT) e o teste guaiaco (gFOBT), com base em evidências recentes. A colonoscopia apresentou maior sensibilidade para detecção de CCR (95–98%) e adenomas avançados (88–94%), além de redução de até 70% na mortalidade, configurando-se como o método mais eficaz. Entretanto, trata-se de um exame invasivo, de maior custo, com menor adesão populacional e risco de complicações, como perfuração (0,05–0,1%) e hemorragia pós-polipectomia (0,2–1,0%). Em contraste, os testes fecais mostraram menor sensibilidade, especialmente para adenomas avançados (22–40%), mas maior adesão populacional e viabilidade em programas de rastreamento. O FIT demonstrou redução de 33–45% na mortalidade quando aplicado regularmente, sem risco de complicações diretas e com menor demanda inicial por recursos especializados. Os dados analisados sugerem que a escolha do método ideal deve considerar um equilíbrio entre acurácia, segurança, adesão e disponibilidade de recursos. Em muitos contextos, a estratégia combinada — utilizando testes fecais como triagem e reservando colonoscopia para casos positivos — otimiza a detecção precoce e reduz impactos logísticos. Conclui-se que ambos os métodos têm papel relevante, sendo sua integração a abordagem mais eficiente para programas populacionais de rastreamento do câncer colorretal.
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