A Importância do Primeiro Interventor no Gerenciamento Dinâmico de Crises: Agressores Ativos, Artefatos Explosivos e Aplicação na Polícia Militar do Amazonas

The Importance of the First Responder in Dynamic Crisis Management: Active Aggressors, Explosive Devices, and Application in the Military Police of Amazonas

Autores

  • Evelton Cezar Bitencourt Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Autor
  • Reinaldo José da Silva Coelho Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Autor
  • Victor Maciel Gomes Lima Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Autor
  • Victor Freire de Oliveira Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Autor
  • Paulo Victor Andrade Sales Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Autor

DOI:

https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.1970

Palavras-chave:

Procedimento Operacional Padrão, Agressor Ativo, Artefatos Explosivos

Resumo

O primeiro interventor desempenha papel central na resposta a incidentes críticos envolvendo agressores ativos e artefatos explosivos, cenários onde decisões imediatas e procedimentalmente corretas determinam o desfecho da crise. Este artigo analisa a importância desse agente no gerenciamento dinâmico de crises, investigando como sua preparação influencia os resultados operacionais. Metodologicamente, adotou-se abordagem qualitativa baseada em revisão bibliográfica sistemática e análise documental de legislações federais, estaduais e Procedimentos Operacionais Padrão (PMAM e PMMG), confrontados com protocolos internacionais de referência (FBI e DHS). Identificou-se lacuna significativa na capacitação continuada quanto à integração das quatro dimensões de competência necessárias: técnico-tática, cognitiva, psicológica e jurídica. Os resultados demonstram que a efetividade da primeira resposta depende da assimilação de protocolos distintos para cada ameaça: contenção, isolamento (mínimo de 100 metros) e vedação de manipulação para explosivos; e avaliação rápida, neutralização e evacuação dinâmica para agressores ativos. No contexto amazônico, marcado por distâncias logísticas que retardam o apoio especializado, a proficiência técnica do primeiro interventor torna-se crítica. Conclui-se que a institucionalização de treinamento sistêmico nas quatro competências, aliada à clareza de mandatos e suporte pós-incidente, constitui investimento estratégico essencial para a preservação de vidas e a segurança jurídica do agente. 

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Biografia do Autor

  • Evelton Cezar Bitencourt, Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

    Especialista em Direito Penal. Instituto Facuminas. Bacharelando em Segurança Pública e do Cidadão (UEA)

  • Reinaldo José da Silva Coelho, Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

    Especialista em Direito. Universidade do Estado do Amazonas – UEA

  • Victor Maciel Gomes Lima, Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

    Especialista em Direito. Universidade do Estado do Amazonas – UEA

  • Victor Freire de Oliveira, Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

     Especialista em Direito. Universidade do Estado do Amazonas – UEA

  • Paulo Victor Andrade Sales, Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

    Mestrando em Segurança Pública, Universidade Estadual do Amazonas (UEA)

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Publicado

22.01.2026

Como Citar

BITENCOURT, Evelton Cezar; COELHO, Reinaldo José da Silva; LIMA, Victor Maciel Gomes; OLIVEIRA, Victor Freire de; SALES, Paulo Victor Andrade. A Importância do Primeiro Interventor no Gerenciamento Dinâmico de Crises: Agressores Ativos, Artefatos Explosivos e Aplicação na Polícia Militar do Amazonas: The Importance of the First Responder in Dynamic Crisis Management: Active Aggressors, Explosive Devices, and Application in the Military Police of Amazonas. RCMOS - Revista Científica Multidisciplinar O Saber, Brasil, v. 1, n. 1, 2026. DOI: 10.51473/rcmos.v1i1.2026.1970. Disponível em: https://submissoesrevistarcmos.com.br/rcmos/article/view/1970. Acesso em: 3 fev. 2026.