A contribuição dos testes psicológicos no psicodiagnóstico: uma revisão integrativa da literatura
The contribution of psychological tests in psychodiagnostics: an integrative literature review
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2248Palavras-chave:
avaliação psicológica, testes psicológicos, psicodiagnósticoResumo
A avaliação psicológica constitui função privativa do psicólogo e representa um dos pilares fundamentais da prática profissional, sendo amplamente empregada em contextos clínicos, organizacionais, educacionais e jurídicos. Nesse universo, os testes psicológicos assumem um papel central como instrumentos técnico-científicos que fundamentam o processo de psicodiagnóstico, contribuindo para a compreensão do funcionamento psíquico humano e para a tomada de decisão baseada em evidências. O presente estudo objetivou analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, a contribuição dos testes psicológicos no processo de psicodiagnóstico, a fim de compreender suas principais funções, aplicações e limitações na prática profissional do psicólogo. A condução do estudo seguiu as seis etapas propostas por Mendes, Silveira e Galvão (2008), com buscas nas bases de dados SciELO, PubMed/MEDLINE, PsycINFO, LILACS e Google Acadêmico, utilizando descritores em português e em inglês, com recorte temporal de 2021 a 2025. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 10 estudos para compor a amostra final. Os resultados evidenciaram que os testes psicológicos constituem recursos fundamentais no psicodiagnóstico, desde que utilizados com rigor técnico, ético e científico, integrados a um processo avaliativo mais amplo. A análise identificou avanços significativos na qualificação dos instrumentos e na consolidação do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI), bem como desafios persistentes, tais como a formação profissional insuficiente, o uso inadequado de instrumentos e as barreiras de acesso à avaliação psicológica. Concluiu-se que a contribuição dos testes psicológicos está diretamente condicionada à competência técnica e ética do profissional que os utiliza, o que reforça a necessidade de formação continuada e de práticas avaliativas fundamentadas em evidências científicas.
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