Marcas Morfossintácticas do Português Angolano na Obra Vidas Novas, de Luandino Vieira
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2389Palavras-chave:
Português angolano; morfossintaxe; Luandino Vieira; Vidas Novas.Resumo
O presente artigo analisa as marcas morfossintácticas do Português Angolano (PA) na obra Vidas Novas, de José Luandino Vieira, com enfoque no uso dos pronomes clíticos, da partícula que em orações subordinadas e em outras particularidades da sintaxe e da morfologia. A pesquisa tem como objetivo compreender como a língua portuguesa, em contacto com as línguas bantu e em contexto de opressão colonial, sofreu transformações que resultaram numa variedade linguística própria, refletindo identidade cultural, resistência e simplificação linguística. Adotou-se uma abordagem qualitativa, baseada na análise textual dos oito contos que compõem a obra, complementada por fontes secundárias. Os resultados mostram que a colocação irregular de pronomes, a omissão ou simplificação da partícula que e a generalização da próclise constituem fenómenos recorrentes, influenciados pela lei do menor esforço, pelo contacto linguístico e pela privação do ensino formal da língua portuguesa. O estudo contribui para a compreensão da especificidade do PA e para a valorização da literatura angolana como veículo de expressão cultural e de resistência.
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