O papel da ética na advocacia: análise das violações ao sigilo profissional e o uso da inteligência artificial
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2441Palavras-chave:
Ética na advocacia. Recomendação N.º 001/2024. Sigilo profissional. Inteligência artificial.Resumo
A presente pesquisa analisa os limites éticos do sigilo profissional na advocacia diante do uso da inteligência artificial e de tecnologias digitais no exercício da atividade jurídica. O estudo parte da compreensão de que o sigilo profissional constitui elemento essencial da relação de confiança entre advogado e cliente, sendo protegido pelo Estatuto da Advocacia e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pela Lei 8.906/1994 e pelo Código de Ética e Disciplina da OAB. Nesse contexto, o avanço das ferramentas tecnológicas e dos sistemas de inteligência artificial passou a gerar novos desafios relacionados à proteção de dados, à confidencialidade das informações e à responsabilidade profissional. O objetivo geral é examinar os impactos da inteligência artificial na advocacia, identificando os riscos de violação do sigilo profissional e os limites éticos necessários à preservação dos direitos fundamentais. A metodologia utilizada possui natureza qualitativa, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica e documental, com análise de livros, artigos científicos, legislações e normas jurídicas pertinentes ao tema. Conclui-se que, embora a inteligência artificial contribua para maior eficiência e agilidade na prática jurídica, sua utilização sem observância dos princípios éticos e das medidas de segurança adequadas pode comprometer a confidencialidade das informações. Dessa forma, torna-se indispensável o fortalecimento da ética profissional e da proteção de dados na advocacia contemporânea.
Downloads
Referências
BARROSO, Luís Roberto. Transformações do Direito na Era Digital. São Paulo: Fórum, 2023.
BIONI, Bruno Ricardo. Proteção de dados pessoais: a função e os limites do consentimento. 3. ed. São Paulo: Forense, 2023.
BITTAR, Eduardo C. B. Curso de Ética Jurídica. 15. ed. São Paulo: Atlas, 2022.
BRASIL. Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994. Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil. Brasília, DF: Presidência da República, 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8906.htm?utm_source
BRASIL. Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Código de Ética e Disciplina da OAB. Arts. 35 e 36. Brasília, DF, 2015. Disponível em: https://www.oab.org.br/content/pdf/legislacaooab/codigodeetica.pdf
CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. Recomendação n. 001/2024: apresenta diretrizes para orientar o uso de inteligência artificial generativa na prática jurídica. Brasília, DF: CFOAB, 2024. Disponível em: https://diario.oab.org.br/pages/materia/842347
CAVALCANTI, Ricardo. Sigilo profissional e prerrogativas da advocacia. Recife: Juruá, 2020.
CONSELHO FEDERAL DA OAB. Código de Ética e Disciplina da OAB. Brasília: OAB, 2021. Disponível em: https://www.oab.org.br/publicacoes/AbrirPDF?LivroId=0000004085
DONEDA, Danilo. Da privacidade à proteção de dados pessoais. 3. ed. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2020.
DONEDA, Danilo. Da privacidade à proteção de dados pessoais. 3. ed. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2021.
ESTATUTO DA ADVOCACIA E A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB). Lei 8.906/1994 e pelo Código de Ética e Disciplina da OAB. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8906.htm
FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD, Nelson. Curso de direito civil: responsabilidade civil. Salvador: JusPodivm, 2021.
FRAZÃO, Ana. Fundamentos da Proteção de Dados Pessoais. Rio de Janeiro: Forense, 2022.
FRAZÃO, Ana; MULHOLLAND, Caitlin. Inteligência artificial e direito: ética, regulação e responsabilidade. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2022.
GÓES, Fernanda. Ética jurídica e os limites do sigilo profissional. Belo Horizonte: Fórum, 2023.
GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade Civil. 20. ed. São Paulo: Saraiva, 2024.
HORN, Marcelo. Ética, advocacia e inteligência artificial. São Paulo: Atlas, 2025.
LÔBO, Paulo. Comentários sobre o Estatuto da Advocacia e a OAB. 14. ed. São Paulo: Saraiva, 2022.
MARTINS, Guilherme Magalhães. Proteção de dados pessoais e responsabilidade civil. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2021.
MEDINA, José Miguel Garcia. Estatuto da Advocacia Comentado. São Paulo: RT, 2023.
MULHOLLAND, Caitlin. Inteligência Artificial e Proteção de Dados. Rio de Janeiro: Renovar, 2024.
NUNES, Rizzatto. Manual de Ética Profissional do Advogado. São Paulo: Saraiva, 2020.
PINHEIRO, Patrícia Peck. Proteção de Dados Pessoais: Comentários à LGPD. São Paulo: Saraiva, 2021.
RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. 3. ed. Porto Alegre: Sulina, 2020.
RUSSELL, Stuart; NORVIG, Peter. Inteligência artificial: uma abordagem moderna. 4. ed. São Paulo: Pearson, 2021.
SARLET, Ingo Wolfgang. Fundamentos constitucionais da proteção de dados pessoais. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2021.
SARLET, Ingo Wolfgang. Proteção de Dados e Direitos Fundamentais. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2021.
SCHREIBER, Anderson. Direitos da Personalidade. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2021.
SCHREIBER, Anderson. Manual de direito civil contemporâneo. São Paulo: Saraiva, 2021.
SOUZA, Carlos et al. Advocacia contemporânea, investigação criminal e inteligência artificial. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2024.
SOUZA, Mariana et al. Proteção de dados e ética profissional na advocacia digital. São Paulo: Saraiva, 2020.
TARTUCE, Flávio. Manual de Direito Civil. 13. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2022.
TEPEDINO, Gustavo; FRAZÃO, Ana; OLIVA, Milena Donato. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e suas repercussões no Direito brasileiro. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2020. DOI: https://doi.org/10.33242/rbdc.2020.04.001
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Copyright (c) 2026 Paulinny Freire de Oliveira, Rita de Cássia Pessoa Nocetti (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Este trabalho está licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). Isso significa que você tem a liberdade de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato.
- Adaptar — remixar, transformar e construir sobre o material para qualquer propósito, inclusive comercial.
O uso deste material está condicionado à atribuição apropriada ao(s) autor(es) original(is), fornecendo um link para a licença, e indicando se foram feitas alterações. A licença não exige permissão do autor ou da editora, desde que seguidas estas condições.
A logomarca da licença Creative Commons é exibida de maneira permanente no rodapé da revista.
Os direitos autorais do manuscrito podem ser retidos pelos autores sem restrições e solicitados a qualquer momento, mesmo após a publicação na revista.
