Entre a Precisão Molecular e a Equidade Assistencial: Uma Análise Multidisciplinar do Aconselhamento Genético
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2484Palavras-chave:
Aconselhamento genético. Doenças hereditárias. Prevenção. Genética clínica. SUS.Resumo
O aconselhamento genético tem se consolidado como ferramenta essencial na prática clínica contemporânea, especialmente no contexto da prevenção de doenças hereditárias. Este artigo tem como objetivo analisar a contribuição do aconselhamento genético para a prevenção de doenças hereditárias, com ênfase no Transtorno do Espectro Autista, nas neoplasias hereditárias e na anemia falciforme. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, com busca ativa nas bases SciELO, PubMed e Google Acadêmico, utilizando descritores como "aconselhamento genético", "doenças hereditárias" e "prevenção". Os resultados indicam que o aconselhamento genético contribui significativamente para a identificação precoce de riscos hereditários, a estimativa de recorrência de condições genéticas, o planejamento familiar informado e a redução das incertezas associadas ao diagnóstico. No entanto, evidenciam-se barreiras estruturais relacionadas à escassez de serviços especializados no SUS, à falta de capacitação profissional e às disparidades regionais e socioeconômicas no acesso. Conclui-se que o aconselhamento genético representa uma tecnologia assistencial multidimensional, cuja eficácia depende da integração entre precisão molecular, suporte psicossocial e políticas públicas equitativas. O fortalecimento do aconselhamento genético no Brasil requer a ampliação da rede de serviços, a capacitação profissional e a inclusão da genética nos currículos da área da saúde.
Downloads
Referências
ALMEIDA, Jamilie Ferrarez et al. Aconselhamento oncogenético como tecnologia assistencial na enfermagem oncológica: uma revisão integrativa. Research, Society and Development, v. 10, n. 2, e8110212199, 2021. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i2.12199. Disponível em: https://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/6313.
ALONSO, Myra Yamaguchi et al. Transtorno do espectro autista: origem incerta e impasses no processo de humanização. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 4, n. 5, p. 23409–23416, set./out. 2021. DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n5-410.
BRAZ, Natália Mestre; AMBROSIO-ALBUQUERQUE, Eliane Papa. Exames genéticos como ferramentas auxiliares no diagnóstico do transtorno do espectro autista. Vittalle: Revista de Ciências da Saúde, Rio Grande, v. 34, n. 1, p. 57-66, 2022. DOI: https://doi.org/10.14295/vittalle.v34i1.13792. Disponível em: https://periodicos.furg.br/vittalle/article/view/13792.
COSTA, Priscila Neves et al. Anemia falciforme: diagnóstico precoce e aconselhamento genético — uma revisão da literatura. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, São Paulo, v. 7, n. 15, e151181, 2024. DOI: https://doi.org/10.55892/jrg.v7i15.1181. Disponível em: https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/1181.
DA CRUZ FONTES, Bruna Mayara; BARBIERI DE SOUZA, Camila. Transtorno do espectro autista (TEA): da classificação genética ao diagnóstico molecular. SaBios: Revista de Saúde e Biologia, v. 17, n. 1, p. 1–9, 2022. DOI: https://doi.org/10.54372/sb.2022.v17.3405. Disponível em: https://revista2.grupointegrado.br/revista/index.php/sabios/article/view/3405.
MARTINS, Patrícia L.; MENEZES, Rachel A. Gestação em idade avançada e aconselhamento genético: um estudo sobre as concepções de risco. Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 32, n. 2, e320218, 2022. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/physis/2022.v32n2/e320218/.
ROCHA, Ítalo Miguel Langbehn et al. Transtorno do espectro autista: a importância do aconselhamento genético. Research, Society and Development, v. 13, n. 12, e17131247558, 2024. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v13i12.47558. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/47558.
SANTOS, João Marcos Valentim et al. Aconselhamento genético e autismo: novas perspectivas para o diagnóstico e a intervenção. BioSCIENCE, Curitiba, v. 83, supl. 2, e00002, 2025. DOI: https://doi.org/10.55684/2025.83.S2.e00002. Disponível em: https://bioscience.org.br/bioscience/index.php/bioscience/article/view/544.
SILVA, Ariana K. L. S. da; OLIVEIRA, Roseane B. T.; FILGUEIRAS, Lígia A. Doença falciforme, ancestralidade e aconselhamento genético: relações de gênero e direitos reprodutivos no Estado do Pará, Amazônia. Revista Científica Gênero na Amazônia, Belém, n. 16-18, 2020. DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rcga.v0i16-18.13301. Disponível em: https://periodicos.ufpa.br/index.php/generoamazonia/article/view/13301.
SILVA, Ingrid Fernandes da; SANTOS, Viviane Marinho dos. Diagnóstico pré-natal da agenesia renal bilateral: avanços tecnológicos e impactos no aconselhamento genético. Revista Foco, v. 18, n. 5, 2025. DOI: https://doi.org/10.54751/revistafoco.v18n5-168. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/foco/article/view/8489.
SILVA, Manuele Paulina Souza da; LOPES, Graciana de Sousa. Aconselhamento genético em oncologia na enfermagem. Revista Contemporânea, v. 3, n. 12, p. 30264–30288, 2023. DOI: https://doi.org/10.56083/RCV3N12-277. Disponível em: https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/view/2778.
SILVA, Miguel Etcheverria da. Aconselhamento genético: acesso às famílias de portadores de doenças congênitas. Brazilian Journal of Health Review, São José dos Pinhais, v. 3, n. 6, p. 17196-17209, 2020. DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n6-141. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/20694.
SOUZA, Amanda Duarte de et al. O impacto da oncogenética e a relevância do aconselhamento genético na saúde coletiva. Revista CPAQV - Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida, v. 16, n. 3, p. 5, 2024. DOI: https://doi.org/10.36692/V16N3-36R. Disponível em: https://revista.cpaqv.org/index.php/CPAQV/article/view/2398.
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Copyright (c) 2026 Larissa Fernanda Barbosa da Costa , Dr. Paulo Henrique Rosa Martins (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Este trabalho está licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). Isso significa que você tem a liberdade de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato.
- Adaptar — remixar, transformar e construir sobre o material para qualquer propósito, inclusive comercial.
O uso deste material está condicionado à atribuição apropriada ao(s) autor(es) original(is), fornecendo um link para a licença, e indicando se foram feitas alterações. A licença não exige permissão do autor ou da editora, desde que seguidas estas condições.
A logomarca da licença Creative Commons é exibida de maneira permanente no rodapé da revista.
Os direitos autorais do manuscrito podem ser retidos pelos autores sem restrições e solicitados a qualquer momento, mesmo após a publicação na revista.
