Aplicação de toxina botulínica em pacientes hemiplégicos: revisão narrativa sobre indicações, técnicas, benefícios funcionais e limitações clínicas
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2328Keywords:
toxina botulínica; hemiplegia; espasticidade; reabilitação neurológica; acidente vascular cerebral.Abstract
A hemiplegia é uma condição neurológica frequentemente associada ao acidente vascular cerebral, traumatismo crânioencefálico, paralisia cerebral e outras lesões do sistema nervoso central, cursando com importantes alterações motoras, especialmente espasticidade focal e global. A toxina botulínica tem sido amplamente utilizada como recurso terapêutico no manejo da espasticidade em pacientes hemiplégicos, contribuindo para a redução do tônus muscular, a melhora da amplitude de movimento, o alívio da dor, a facilitação dos cuidados diários e o potencial de incremento funcional quando associada à reabilitação. O presente artigo tem como objetivo discutir, de forma narrativa, os principais aspectos da aplicação de toxina botulínica em pacientes hemiplégicos, incluindo mecanismos de ação, critérios de indicação, músculos comumente tratados, técnicas de aplicação, benefícios clínicos, limitações e perspectivas futuras. Observa-se que a toxina botulínica representa uma intervenção segura e eficaz para o tratamento da espasticidade focal, desde que empregada em contexto multidisciplinar, com definição clara de metas terapêuticas e seguimento funcional adequado. Apesar dos benefícios amplamente documentados, a resposta clínica depende da seleção correta do paciente, do tempo de evolução da lesão neurológica, do padrão espástico apresentado e da combinação com fisioterapia, terapia ocupacional e estratégias complementares de reabilitação.
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