Perfil das cirurgias de colecistectomia realizadas em um hospital público do Distrito Federal: fatores associados à escolha entre técnica aberta e videolaparoscópica
Profile of cholecystectomy surgeries performed in a public hospital in the Federal District: factors associated with the choice between open and videolaparoscopic techniques
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2037Palabras clave:
Colecistectomia. Colecistectomia Laparoscópica. Epidemiologia.Resumen
A colecistectomia é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados no Brasil, indicada principalmente para o tratamento da colelitíase e suas complicações. Embora a videolaparoscopia seja considerada padrão-ouro por proporcionar menor dor e recuperação mais rápida, a escolha da técnica pode ser influenciada por fatores clínicos e institucionais, especialmente em hospitais públicos. Este estudo analisou o perfil das colecistectomias realizadas em um hospital público do Distrito Federal e os fatores associados à escolha entre técnica aberta e videolaparoscópica. Trata-se de estudo transversal, descritivo, com análise de prontuários de pacientes operados entre março de 2023 e fevereiro de 2025. Foram avaliados 308 pacientes, com média de 12,8 procedimentos por mês. A técnica aberta predominou (60,4%), seguida da videolaparoscopia (36,7%), com taxa de conversão de 2,9%. Cirurgias eletivas (49,4%) e de urgência (50,6%) ocorreram em proporções semelhantes. Houve maior concentração entre 40–59 anos (44,9%) e predomínio do sexo feminino (79,5%). A principal indicação foi colecistite (55,3%). Complicações ocorreram em 12,4% dos casos, sendo menos frequentes na videolaparoscopia (~5%) em comparação à cirurgia aberta (~15%) e às conversões (~33%). O tempo de internação pós-operatória foi de até dois dias em 71% dos pacientes, e a taxa de alta hospitalar foi de 94,8%, com mortalidade de 2,9%. Conclui-se que a técnica aberta permaneceu predominante, especialmente em casos mais complexos, enquanto a videolaparoscopia apresentou melhores desfechos clínicos.
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