Conhecimentos matemáticos nos artefatos de palha de coqueiro, distrito de Angoche
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2021.668Palabras clave:
Processo de educação matemática, Etnomatemática, artefactos, NampulaResumen
A partir dos anos 1970, o mundo passa a se preocupar com a qualidade do PEA. E o processo de educação matemática, na consciência dos matemáticos, precisava de um acerto de formas, a fim de melhorar a qualidade da formação profissional da criança, e, em resposta a isso, adotou-se uma técnica que permitisse trazer, na sala de aula, tudo o que a criança que frequenta a escola aprendeu na comunidade, de modo a relacionar com os conhecimentos matemáticos. Este pensamento permanece patente até aos nossos dias; por isso, várias correntes estão nas pesquisas sobre culturas para retirar delas o seu olhar para o mundo da matemática. A presente monografia também tem como tema “Conhecimentos Matemáticos Nos Artefactos Feitos De Palha De Coqueiro, Distrito De Angoche” e o seu principal objectivo é estudar os objectos culturais construídos com palhas de coqueiro pelo povo Emákhuwa no distrito de Angoche, província de Nampula, em Moçambique, como uma valorização da cultura moçambicana no campo da ciência Matemática. Apoiado por vários pesquisadores da área, como Gerdes, D’Ambrosio, ao nível internacional da pesquisa em Etnomatemática, Ossofo, Ismael, Cherinda e Banze, ao nível nacional, este trabalho prende-se a recapitular um pouco sobre as práticas matemáticas numa cultura moçambicana e a trazer ao mundo da educação formal do próprio país. Desta forma, o estudo realizado no distrito de Angoche, a partir do contacto directo com as diferentes comunidades, mostra uma ideologia geral sobre a aplicabilidade destes artefactos no ensino da matemática na província de Nampula e no nosso país em geral.
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