Atenção Primária à Saúde e o Manejo de Doenças Crônicas Não Transmissíveis: Desafios e Estratégias para Hipertensão e Diabetes na Amazônia
Primary Health Care and the Management of Noncommunicable Diseases: Challenges and Strategies for Hypertension and Diabetes in the Amazon
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i2.2025.1899Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Hipertensão ArterialResumo
As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), especialmente a Hipertensão Arterial Sistêmica e o Diabetes Mellitus, configuram-se como importantes problemas de saúde pública, demandando estratégias contínuas de cuidado, acompanhamento e prevenção de complicações. No contexto amazônico, em especial nas comunidades ribeirinhas, o manejo dessas condições apresenta desafios adicionais relacionados às desigualdades territoriais, barreiras geográficas, limitações logísticas e fragilidades na organização dos serviços de saúde. Diante desse cenário, a Atenção Primária à Saúde (APS) assume papel estratégico na coordenação do cuidado, no acompanhamento longitudinal e na promoção da equidade. O presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão narrativa da literatura, as estratégias da APS voltadas ao manejo da hipertensão arterial sistêmica e do diabetes mellitus em comunidades ribeirinhas da Amazônia. A metodologia consistiu em revisão narrativa de publicações científicas e documentos normativos, selecionados em bases de dados eletrônicas e em fontes institucionais oficiais da área da saúde. Os resultados evidenciam elevada prevalência de subdiagnóstico, descontinuidade do cuidado e maior risco de complicações associadas às DCNT nesses territórios, bem como destacam a relevância de estratégias como busca ativa, territorialização, atuação dos Agentes Comunitários de Saúde, educação em saúde e autocuidado apoiado. Conclui-se que o fortalecimento da APS, com ações adaptadas às especificidades socioterritoriais das comunidades ribeirinhas, é fundamental para qualificar o cuidado às DCNT, reduzir internações evitáveis e promover maior equidade no acesso e nos desfechos em saúde.
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