Serviço social, sindicalismo e proteção de trabalhadores vulneráveis no setor de telecomunicações
Social work, trade unionism and the protection of vulnerable workers in the telecommunications sector
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2024.1946Palavras-chave:
serviço social; sindicalismo; telecomunicações; precarização do trabalho; saúde do trabalhador.Resumo
Este artigo analisa a interface entre serviço social, sindicalismo e proteção de trabalhadores vulneráveis no setor de telecomunicações, com ênfase em operadores de call centers e teleatendimento submetidos a formas intensivas e precarizadas de organização do trabalho. Trata-se de estudo qualitativo, de caráter descritivo-analítico, ancorado em revisão de literatura nacional e internacional sobre reestruturação produtiva, terceirização, saúde do trabalhador e ação sindical em serviços, articulada à sistematização de experiência profissional no serviço social de um sindicato de trabalhadores em telecomunicações entre 2017 e 2024. Dialogando com autores críticos do mundo do trabalho e com estudos empíricos sobre teleatendimento, argumenta-se que o setor combina elevada difusão de tecnologias de informação, forte pressão por metas, vigilância eletrônica e intensificação do trabalho, gerando impactos significativos sobre saúde física e mental, estabilidade de vínculos e acesso a direitos trabalhistas e previdenciários. Nesse contexto, a atuação do serviço social em sindicatos configura mediação estratégica na identificação de violações de direitos, no encaminhamento a políticas públicas e na construção de respostas coletivas às novas formas de exploração do trabalho. Conclui-se que, embora limitados por reformas trabalhistas regressivas e pela fragmentação da classe trabalhadora, sindicatos que incorporam o serviço social em sua estrutura ampliam sua capacidade de proteção de segmentos vulneráveis, especialmente em cadeias produtivas marcadas por terceirização e rotatividade.
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