Rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis em gestantes como estratégia de prevenção da transmissão vertical
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2339Palavras-chave:
Vertical transmission, Sexually transmitted infections, pregnant women, and prenatal care.Resumo
Introdução: A gestação constitui um período de maior vulnerabilidade a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), que podem resultar em transmissão vertical e ocasionar agravos significativos ao recém-nascido. Objetivo: Avaliar a adesão ao rastreamento de ISTs em gestantes, identificar fatores associados à não adesão aos protocolos e analisar estratégias de prevenção da transmissão vertical. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio de busca em bases de dados científicas, incluindo BVS, SciELO, LILACS e PubMed, utilizando descritores relacionados à transmissão vertical e às ISTs em gestantes. Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos, em português, inglês e espanhol. Resultados: Os estudos analisados evidenciaram falhas na adesão ao protocolo de rastreamento, especialmente relacionadas ao início tardio do pré-natal, à ausência de retestagem no terceiro trimestre e às dificuldades no tratamento do parceiro. Considerações finais: Apesar da existência de diretrizes bem estabelecidas, ainda persistem desafios em sua implementação. Estratégias como a ampliação do acesso aos serviços, o uso de testes rápidos e a capacitação profissional são fundamentais para melhorar a assistência pré-natal e reduzir a transmissão vertical.
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