Terapia de reposição hormonal em mulheres menopáusicas diagnosticadas com síndrome metabólica
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2349Palavras-chave:
Menopausa. Terapia de reposição hormonal. Síndrome Metabólica. Qualidade de vidaResumo
Introdução: A terapia de reposição hormonal (TRH) tem sido amplamente utilizada no manejo dos sintomas da menopausa e apresenta efeitos relevantes sobre o metabolismo e o risco cardiovascular. O objetivo deste estudo foi analisar, por meio de uma revisão integrativa, os efeitos da TRH em mulheres pós-menopáusicas diagnosticadas com síndrome metabólica ou com seus componentes. Metodologia: Realizou-se uma busca nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Portal de Periódicos da CAPES, abrangendo estudos publicados entre 2021 e 2026. Resultados: Foram objeto desta revisão 16 artigos que atenderam aos critérios de elegibilidade. Os resultados evidenciaram que a TRH está associada à melhora do perfil metabólico, incluindo redução da resistência à insulina, melhora do controle glicêmico, aumento da lipoproteína de alta densidade (HDL) e redução da lipoproteína de baixa densidade (LDL), além de diminuição da adiposidade visceral. Tais efeitos são atribuídos à ação dos estrogênios na regulação da homeostase metabólica, com impacto direto na sensibilidade à insulina e no metabolismo lipídico. Observou-se ainda que a via de administração influencia os desfechos, sendo a via transdérmica associada a menor impacto hepático e melhor perfil inflamatório em comparação à via oral. Ademais, a TRH demonstrou potencial para reduzir o risco cardiovascular ao atuar sobre fatores diretamente relacionados à síndrome metabólica. Conclui-se que a terapia de reposição hormonal desempenha papel relevante na modulação metabólica e cardiovascular em mulheres pós-menopáusicas, devendo sua indicação ser individualizada.
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