Base Arpão: o policiamento fluvial na Polícia Militar do Amazonas como mecanismo de inclusão social das comunidades ribeirinhas
Harp base - river policing in the Military Police of Amazonas as a form of social inclusion in riverside communities
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i2.2025.1857Palavras-chave:
Policiamento Fluvial; Inclusão Social; Comunidades Ribeirinhas; Base Arpão; Segurança Pública.Resumo
O Estado do Amazonas caracteriza-se por sua vasta extensão territorial e forte dependência dos rios como vias de comunicação, circulação e subsistência, especialmente para as populações ribeirinhas. Nesse contexto, a presença estatal torna-se limitada e desigual, criando desafios significativos para a promoção de direitos fundamentais. A Base Fluvial Arpão, inaugurada em 2020, surge como uma estratégia integrada de segurança pública desenvolvida pelo Governo do Estado em parceria com órgãos federais. O presente artigo analisa como o policiamento fluvial realizado pela Polícia Militar do Amazonas (PMAM), a partir da Base Arpão, contribui para a inclusão social dessas comunidades, reduzindo vulnerabilidades e ampliando o acesso a serviços públicos essenciais. Para isso, utiliza-se pesquisa bibliográfica, documental e análise descritiva, fundamentando-se em conceitos de policiamento comunitário, inclusão social e características socioeconômicas dos povos ribeirinhos. Os resultados indicam que a Base Arpão, além de combater crimes ambientais e organizações criminosas, atua como importante elo entre o Estado e populações isoladas, promovendo ações de assistência social, saúde, proteção ambiental e segurança. Conclui-se que o policiamento fluvial no Amazonas ultrapassa a função repressiva e se constitui como instrumento de cidadania e desenvolvimento humano.
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