A mente no puerpério: desafios emocionais e as consequências diretas na relação mãe-filho
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2348Palabras clave:
Depressão pós-parto. Puerpério. Saúde mental materna. Vínculo materno-infantil. Desenvolvimento infantil.Resumen
A depressão pós-parto constitui uma das principais complicações psiquiátricas do período puerperal, com impacto relevante tanto na saúde materna quanto no desenvolvimento infantil. Estima-se que sua prevalência global varie entre 10% e 20% das puérperas, embora muitos casos permaneçam subdiagnosticados devido à sobreposição entre sintomas depressivos e manifestações emocionais consideradas esperadas no pós-parto. Este estudo teve como objetivo verificar a fragilidade da saúde mental no pós-parto, com ênfase na correlação entre manifestações clínicas e limitações funcionais que emergem na relação mãe-filho, visando sensibilizar profissionais para a importância da intervenção precoce. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura cujo levantamento bibliográfico foi realizado entre 2021 e 2025 por meio da consulta às bases PubMed/MEDLINE, SciELO e LILACS, utilizando os descritores “depressão pós-parto”, “saúde mental materna”,“interação mãe-bebê”, “puerpério”. A análise evidencia predominância de sintomas afetivos, especialmente humor deprimido persistente e anedonia, frequentemente associados a manifestações cognitivas, como sentimentos de culpa e baixa autoestima, e a sintomas somáticos, incluindo fadiga e distúrbios do sono. Tais alterações repercutem diretamente na responsividade materna e na qualidade das interações precoces com o recém-nascido, podendo comprometer o estabelecimento do vínculo afetivo e influenciar negativamente aspectos do desenvolvimento infantil. Os achados ressaltam que a subnotificação da condição permanece um desafio importante, o que contribui para o atraso no diagnóstico e para a limitação das intervenções terapêuticas oportunas. Os estudos analisados permitem concluir que a depressão pós-parto é um fenômeno multifatorial, com repercussões clínicas e sociais relevantes, o que reforça a necessidade de estratégias sistemáticas de rastreamento e acompanhamento no período puerperal.
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