Avaliação Do Teste Do Coraçãozinho Como Triagem De Cardiopatia Congênita Em Um Hospital Público Do Oeste Paulista
Evaluation Of The Newborn Heart Screening Test As A Screening Tool For Congenital Heart Disease In A Public Hospital In Western São Paulo
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.2072Palavras-chave:
Cardiopatia congênita, Triagem Neonatal, Teste do coraçãozinhoResumo
Cardiopatias congênitas são defeitos estruturais do coração e representam cerca de 30% de todas as malformações congênitas com incidência de 9,4 casos para cada 1000 nascidos vivos, sendo a doença congênita mais comum em recém-nascidos. As considerações críticas são as cardiopatias que se manifestam no período neonatal e complicações de intervenção cirúrgica ou de cateterismo intervencionista logo nos primeiros dias de vida ou até o final do primeiro mês de vida, sendo aproximadamente 2 para cada 1000 vivos. Nesses casos ocorre mistura de circulação sanguínea sistêmica e pulmonar com redução da saturação periférica de O2, sendo que dessa forma a aferição da oximetria de pulso de forma rotineira permite a detecção precoce e encaminhamento para realização de exames específicos. Objetivo: avaliar a incidência de teste do coraçãozinho positivo no Hospital Regional de Presidente Prudente - SP no período de julho de 2022 a junho de 2024 e comparar com os dados encontrados na literatura atual. Metodologia: estudo retrospectivo do tipo transversal por meio da revisão de prontuários, pesquisando recém-nascidos que realizaram estudo ecocardiográfico antes da alta hospitalar com idade gestacional igual ou maior que 35 semanas e que se encontraram assintomáticos, em ambiente de alojamento conjunto e que realizaram a oximetria de pulso entre 24 e 48 horas de vida com resultado positivo. Resultados: 2057 recém-nascidos avaliados, 4 avaliados teste do coraçãozinho alterado, correspondendo a uma incidência de 0,19%. Após acompanhamento e reavaliação, o diagnóstico final foi normal em 100% dos casos. Discussão: Avaliando o diagnóstico das cardiopatias identificadas, não foi descrito como crítica, sendo todas apresentadas ao redor de 1 ano de idade como cardiopatias simples sem repercussão clínica. Sua identificação na triagem do teste do coraçãozinho contribuiu para o encaminhamento precoce ao médico especialista. Conclusão: O teste de oximetria de pulso é uma avaliação obrigatória tanto para o rastreio e diagnóstico de cardiopatias congênitas críticas bem como de cardiopatias congênitas não críticas.
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