Estratégias pedagógicas para o ensino de libras no contexto da educação profissional: desafios e perspectivas na formação técnica de sujeitos surdos
Pedagogical strategies for teaching libras in the context of vocational education: challenges and perspectives in the technical training of deaf subjects
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i2.2024.2082Palavras-chave:
Educação Profissional. Inclusão no Trabalho. Libras Técnica. Pedagogia Visual. Andragogia.Resumo
A inclusão efetiva de pessoas surdas no mercado de trabalho competitivo depende intrinsecamente da qualidade, da precisão técnica e da acessibilidade da educação profissionalizante ofertada. O presente artigo científico propõe uma análise técnica aprofundada sobre as metodologias de ensino de Libras e as estratégias de mediação pedagógica em ambientes de formação técnica industrial, exemplificados por instituições de ensino de ofícios e tecnologia. A metodologia baseia-se em uma revisão bibliográfica crítica e na sistematização de práticas docentes, correlacionando a legislação brasileira de inclusão (Lei 13.146/2015) com teorias de andragogia adaptada e pedagogia visual. O estudo estrutura-se em sete eixos temáticos densos, explorando desde a adaptação curricular de terminologias técnicas complexas até o papel estratégico do intérprete educacional na oficina de aprendizagem prática. Discute-se pormenorizadamente como a criação de glossários técnicos em Libras e o uso de tecnologias assistivas atuam como vetores de retenção de conhecimento e segurança laboral. Os resultados indicam que a formação profissional eficaz exige uma reestruturação dos planos de ensino para contemplar a visualidade da cultura surda, transcendendo a mera tradução literal. Conclui-se que o educador especialista é o catalisador fundamental da autonomia profissional do surdo.
Downloads
Referências
BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 2002.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União, Brasília, 2015.
CAMPELLO, Ana Regina e Souza. Pedagogia visual na educação de surdos-mudos. 2008. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2008.
CHOI, Soyoung; SUNG, Gi-Hyun. Vocational education and training for the deaf: challenges and opportunities. Journal of Special Education and Rehabilitation, v. 45, n. 2, p. 112-128, 2019.
FAULSTICH, Enilde. Léxico e terminologia: a Libras na área de ciência e tecnologia. In: QUADROS, R. M. (org.). Estudos da Língua Brasileira de Sinais IV. Florianópolis: Insular, 2019.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
KNOWLES, Malcolm S. The adult learner: a neglected species. 4. ed. Houston: Gulf Publishing, 1990.
LACERDA, Cristina B. F. de. O intérprete de Libras: em atuação no ensino fundamental e médio. Porto Alegre: Mediação, 2009.
MANTOAN, Maria Teresa E. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Moderna, 2015.
QUADROS, Ronice Müller de. O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais e língua portuguesa. Brasília: MEC/SEESP, 2004.
SALLES, Heloisa Maria Moreira et al. Ensino de língua portuguesa para surdos: caminhos para a prática pedagógica. Brasília: MEC/SEESP, 2000.
SKLIAR, Carlos. A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 2016.
STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2008.
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Copyright (c) 2024 Andrea Almeida Bacury Machado (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Este trabalho está licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). Isso significa que você tem a liberdade de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato.
- Adaptar — remixar, transformar e construir sobre o material para qualquer propósito, inclusive comercial.
O uso deste material está condicionado à atribuição apropriada ao(s) autor(es) original(is), fornecendo um link para a licença, e indicando se foram feitas alterações. A licença não exige permissão do autor ou da editora, desde que seguidas estas condições.
A logomarca da licença Creative Commons é exibida de maneira permanente no rodapé da revista.
Os direitos autorais do manuscrito podem ser retidos pelos autores sem restrições e solicitados a qualquer momento, mesmo após a publicação na revista.
