Execução provisória da pena em segunda instância: posicionamentos divergentes da Suprema Corte
Provisional execution of sentence after second-instance conviction: Divergent Rulings of the Supreme Court
DOI:
https://doi.org/10.51473/rcmos.v1i1.2026.1936Palavras-chave:
Execução Provisória da Pena; Presunção de Inocência; Supremo Tribunal Federal; Mutação Constitucional; Trânsito em Julgado.Resumo
O presente estudo analisa a evolução jurisprudencial acerca da execução provisória da pena após condenação em segunda instância no ordenamento jurídico brasileiro. O tema, de alta densidade constitucional, é confrontado com o princípio da presunção de inocência (art. 5º, LVII, da CF/88) e os direitos fundamentais do sentenciado. A pesquisa descreve as oscilações hermenêuticas do Supremo Tribunal Federal (STF) em quatro períodos distintos: a admissibilidade da execução (1988–2009); a vedação estabelecida no HC 84.078-7/MG (2009–2016); o retorno à possibilidade de prisão após segundo grau (2016–2019); e a reafirmação da imperatividade do trânsito em julgado nas ADC’s nº 43, 44 e 54. Por fim, examina-se o cenário atual consolidado pelo RE 1.235.340/SC (2024), que veda a execução antecipada, ressalvada a soberania dos vereditos no Tribunal do Júri. A metodologia consiste em uma revisão bibliográfica e documental das principais mutações constitucionais e mudanças legislativas que fundamentaram tais viradas jurisprudenciais.
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